Archimedes...
HOJE RECEBI A VISITA DE DOIS ANJINHOS!
Anjos no céu, duendes na terra.
Vieram ter comigo após acordado, depois de ir ao banheiro, numa dessas noites abafadas, tão comuns por aqui Ao retornar para a cama fui surpreendido pela agradável presença dos dois anjinhos.
Não mais me deixaram dormir...
Já te falei deles: um o Felipe, há mais tempo conosco, sapeca, vibrante, expressividade nos olhos, o primeiro neto que me veio alegrar...
Outro o Leonardo, “Bolota”; falei dele por aqui, contando da sua chegada.
Hoje, um nenezinho tranqüilo, sereno:”garboso”, como diz o pai, inflado de orgulho!
Vieram, tiraram o meu sono
“- Vovô, vem mais um companheiro por aí, você já sabe.
- O Lucas vovô, quase chegando! Soubemos da sua preocupação..
“Ah! Pensei! O Lucas, filho da minha “bonequinha linda, de cabelos de ouro, lábios de rubi”, como no bolero.... e de um “Mamutão”...
“- Vai chegar no mês que vem, vovô”. Perto do Natal!!!!
“- Já conversamos com alguns reis, não só os três Magos, mas com todos que por aqui estão e com outros que não.”
- Por que?
- Ah! Vovô, ele vai receber tanto presente, tanto presente, que nem sabemos dizer! E, sabe de mais? Vai trazer presentes para todos: fé, esperança, alegria, satisfações sem conta!
- Os reis disseram que ele virá num dia lindo de verão, numa manhã sem calor, ou numa tarde quente, ou quem sabe numa noite estrelada, de lua cheia...
Quando chegar, se de noite for, as estrelas formarão um cortejo, o tempo irá parar por instantes, o senhor vai ver, vai sentir! Um cometa riscará o céu sem nuvens.
- Se durante o dia o ar ficará parado por instantes, o tempo cessará de correr, como por milagre: saudando o milagre da vida!
Virá num dia em que estaremos todos lá, esperando-o! Dizendo para que não se preocupe com o frio, com o lugar diferente de onde estava... Que o calorzinho constante da barriguinha da mãe será substituído pelo calorzão de todos que o aguardam com tanta ansiedade!
- Virá numa noite, ou no dia do Natal, quem sabe? Junto com Aquele que renasce a cada ano para sofrer por nós? Imagine, vovô: O Lucas chegando bem acompanhado! Talvez de mãos dadas com o Criador!
- Nós te diremos, vovô, se isso acontecer!
- Ele nos disse, de dentro da barriga, que não quer disputar o espaço Dele! Ah!, mas nós achamos que Ele vai traze-lo até nós! Vai retirar o Lucas do ventre da mãe, delicadamente e coloca-lo nos braços sequiosos dela:
“- Cuide bem deste presente: tem o nome de um dos meus seguidores; um daqueles que registrou a minha passagem”, dirá com aquele olhar manso e carinhoso...
- Falamos prá ele como são as coisas aqui: da tua casa, dos peixinhos, dos passarinhos, dos cachorros, das flores!
- Dissemos como deverá sugar o peito para tirar o leite que alimenta e que o fará crescer! Ainda com algum medo, vimos seus olhinhos brilharem!!!
- Dissemos do cantinho preparado, o berço ornamentado! Paciente e amoroso trabalho de uma vovó distante...
- Falamos da tua cara de bobo, de não saber o que fazer, como se comportar!
- Da cara de todos, daqui e de Pato Branco, onde certamente estará muitas vezes!
- E falamos que ele terá que nos ajudar, vovô: ajudar a tornar a existência de todos mais feliz, mais risonha.
- Ele sorriu, sabia? Com o jeito de quem já sabe que os bobões que o estão esperando não mais serão os mesmos depois que ele conosco estiver.
Os bobões serão aqueles que construirão um grande espaço de calor, todinho feito de amor...
- E dissemos muito mais: que ele também virá te acordar de vez em quando, chamará você, vovô, para preencher os vazios das noites insones com “Odes ao Lucas”...
- Nada conte para a mãe dele, vovô; nem para o pai, do que te dissemos!
- Ele fará uma surpresa: virá tranqüilo, sereno, sabendo que será um reizinho: acompanhado, circundado de uma porção de reis (e de rainhas) ao chegar: o Rei da Felicidade; o Rei da Esperança; o Rei da Solidariedade: a Rainha da Caridade: o Rei da Misericórdia; o Rei da Bem Aventurança... a Rainha dos Carinhos, o Rei das Brincadeiras!
- São tantos vovo, que acho que esquecemos de alguém...
- Apenas uma coisa está difícil, vovo: fazer com que ele seja “coxa-branca”! Há uma porção de chatos, tios traidores, amigdos idem torcendo contra; fazendo mandingas, distribuindo presentes antecipados, já pensou!
- Reaja vovô, nos ajude! Precisamos fazer uma blindagem contra tios e amigos rubro-negros que estão tentando comprometer a tradição alvi-verde da família!
- O lugar dele no nosso timinho já está reservado. Basta que ele escolha a posição! Uma camiseta verde e branca, um calção negro já estão providenciados! Acho que vamos dar o número 10 para ele...
- Agora volte a dormir. Voltaremos quando estiver mais perto da hora...
sábado, 28 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Caro Archimedes...
Boa tarde...
Na solidão da alcova do hotel, naquilo que - por que será? - de certa forma me atrai, para o que, muitas vezes, me encaminho com compulsão!
Hoje estava revendo um texto que havia me ocorrido ontem durante a noite, da Clarice Lispector, citado de memória, é claro:
"Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros seria eu".
Interessante, não é? AS fases de reflexão geralmente são estimuladas por coisas que fazemos por gosto, ao natural, quando o pensamento está longe das agruras, como por exemplo:
- lavar louça... Já se colocou fazendo isso? Enquanto as mãos ensaboam, limpam, enxaguam e se coloca para secar, as imagens, as frases, pequenos detalhes que inspiram correm pela mente. Preguiçoso não tenho tido o cuidado de correr ao bloco de notas e registrar para mais tarde!
É uma sensação de conforto e tanto!
- passear, só, retornando de algum compromisso... Fiz isso dia desses. Percorri a pé, em Curitiba, a Mal. Floriano, da Kennedy até o centro. Observei as casas com as suas frentes dando direto para a rua, sem recuo. Por tombadas, a maioria abandonadas. Por que será que sempre vejo uma relação simbiótica entre "tombamento oficial" e "desabamento"? Contei, Archimedes: apenas 3 casas recuperadas e com o seu encanto original.
Passei pelo antigo hotel Carioca, aquele que, eventualmente, podiamos frequentar... (por ser possivel ir a pé até lá).
Onde funcionava o antigo "Bamboliche", palco de uma das minhas maiores amarguras, que permaneceu inscrustrada e que até hoje ainda não consegui desencravar, por não ter podido te dizer da minha vergonha e da minha decepção comigo mesmo em relação a você.
A Praça Carlos Gomes... Sabia que na praça existe um pé daquilo que chamavamos de "ameixa do Japão"? Já juntei alguns ramos ali para comer, sob olhares curiosos...
Pois é Archimedes!
Às vezes imagino que gostariamos de permanecer sempre com tais sensações: sem compromissos, sem responsabilidades, inclusive para conosco...
Cheguei, entretanto, ao meu destino. O mundo de pressões e de imperiosas decisões retornou, mais determinante do que dantes.
Fui com a imagem do que disse Raul Bopp, quando vislumbrava a praça:
"Aqui é a escola das árvores. Estão aprendendo geometria".
Boa tarde Archimedes, meu amor por ti permanece, como se diz? "para além dos séculos"...
Boa tarde...
Na solidão da alcova do hotel, naquilo que - por que será? - de certa forma me atrai, para o que, muitas vezes, me encaminho com compulsão!
Hoje estava revendo um texto que havia me ocorrido ontem durante a noite, da Clarice Lispector, citado de memória, é claro:
"Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros seria eu".
Interessante, não é? AS fases de reflexão geralmente são estimuladas por coisas que fazemos por gosto, ao natural, quando o pensamento está longe das agruras, como por exemplo:
- lavar louça... Já se colocou fazendo isso? Enquanto as mãos ensaboam, limpam, enxaguam e se coloca para secar, as imagens, as frases, pequenos detalhes que inspiram correm pela mente. Preguiçoso não tenho tido o cuidado de correr ao bloco de notas e registrar para mais tarde!
É uma sensação de conforto e tanto!
- passear, só, retornando de algum compromisso... Fiz isso dia desses. Percorri a pé, em Curitiba, a Mal. Floriano, da Kennedy até o centro. Observei as casas com as suas frentes dando direto para a rua, sem recuo. Por tombadas, a maioria abandonadas. Por que será que sempre vejo uma relação simbiótica entre "tombamento oficial" e "desabamento"? Contei, Archimedes: apenas 3 casas recuperadas e com o seu encanto original.
Passei pelo antigo hotel Carioca, aquele que, eventualmente, podiamos frequentar... (por ser possivel ir a pé até lá).
Onde funcionava o antigo "Bamboliche", palco de uma das minhas maiores amarguras, que permaneceu inscrustrada e que até hoje ainda não consegui desencravar, por não ter podido te dizer da minha vergonha e da minha decepção comigo mesmo em relação a você.
A Praça Carlos Gomes... Sabia que na praça existe um pé daquilo que chamavamos de "ameixa do Japão"? Já juntei alguns ramos ali para comer, sob olhares curiosos...
Pois é Archimedes!
Às vezes imagino que gostariamos de permanecer sempre com tais sensações: sem compromissos, sem responsabilidades, inclusive para conosco...
Cheguei, entretanto, ao meu destino. O mundo de pressões e de imperiosas decisões retornou, mais determinante do que dantes.
Fui com a imagem do que disse Raul Bopp, quando vislumbrava a praça:
"Aqui é a escola das árvores. Estão aprendendo geometria".
Boa tarde Archimedes, meu amor por ti permanece, como se diz? "para além dos séculos"...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Sevilha, sevilhanas, encantos
Caro Archimedes...
Boa noite!
Distante, hoje, a minha manifestação...
Claro que não em relação a você, que está em todos os lugares, em todos os desvãos da minha memória, nos cantos das lembranças mais profundas.
Como sempre, demorei. Hoje, porém, retornando a uma viagem feita no distante 1.992, por ocasião da Exposição Mundial que aqui aconteceu - em Sevilha - vi-me ainda, como sempre, contigo!
Ah! Archimedes! Naquele ano ainda estavas conosco, vibravas junto no mesmo diapasão; sulcavas os mesmos caminhos, as mesmas veredas, as esquinas, as mesas, os lugares encantados!
Retornamos a Sevilha, percebeste! Estamos refazendo a viagem de 1.992. Desta vez com outros olhos, outro ânimo, outra disposição! Sem os atropelos de uma excursão, suas pressões e decepções.
Hoje visitamos um lugar de encanto! Maravilhoso! "Jardins, Palácio de Alcazar". Magnificas instalações de arquitetura árabe: azulejos, salões amplos, construção leve: delicados arcos, arabescos. Uma magnificência de azulejos!
E, aquilo que mais nos encantou: os jardins! As construções de inspiração árabe singelas e simples, quase sempre abrem para um pátio onde a presença de uma fonte é imprescindível, por mais simples que seja!
Mais à frente, jardins que se espraiam por uma extensa área, com fontes as mais variadas! Você não imagina a sensação de paz que nos possuiu, Archimedes! E tudo isso vindo de algo inscrustrado no centro de uma cidade , como algo à parte,como se a cidade que vibra, que lá fora pulsa não existisse!(O complexo está cercado por muros altos). Apenas o som suave da água correndo das fontes, o tremular das ramadas movidas pelo vento, a alegre algazarra dos pássaros. O vai e vem silencioso de turistas que por ali circulam como se estivessem num tempo: respeitosos!
Lembrei-me de ti! Tua imagem me veio, sem que nada se forçasse: ao natural! Teus olhos vibrantes, teu rosto generoso, teus gestos amplos... Pareceu-me te-lo ao meu lado, caminhando, comentando as coisas que apreciavamos!
Maior então o sentimento de paz, de tranquilidade, de estar de bem consigo.
Retornamos depois de amanhã. Certamente reconfortados. Mais ainda com a felicidade de ter podido contigo estar, com a minha alma sintonizada com a tua.
Boa noite Archimedes! Certamente voltarei a te contar das coisas de Sevilha, dos seus becos, das suas belezas....
Até.....
Boa noite!
Distante, hoje, a minha manifestação...
Claro que não em relação a você, que está em todos os lugares, em todos os desvãos da minha memória, nos cantos das lembranças mais profundas.
Como sempre, demorei. Hoje, porém, retornando a uma viagem feita no distante 1.992, por ocasião da Exposição Mundial que aqui aconteceu - em Sevilha - vi-me ainda, como sempre, contigo!
Ah! Archimedes! Naquele ano ainda estavas conosco, vibravas junto no mesmo diapasão; sulcavas os mesmos caminhos, as mesmas veredas, as esquinas, as mesas, os lugares encantados!
Retornamos a Sevilha, percebeste! Estamos refazendo a viagem de 1.992. Desta vez com outros olhos, outro ânimo, outra disposição! Sem os atropelos de uma excursão, suas pressões e decepções.
Hoje visitamos um lugar de encanto! Maravilhoso! "Jardins, Palácio de Alcazar". Magnificas instalações de arquitetura árabe: azulejos, salões amplos, construção leve: delicados arcos, arabescos. Uma magnificência de azulejos!
E, aquilo que mais nos encantou: os jardins! As construções de inspiração árabe singelas e simples, quase sempre abrem para um pátio onde a presença de uma fonte é imprescindível, por mais simples que seja!
Mais à frente, jardins que se espraiam por uma extensa área, com fontes as mais variadas! Você não imagina a sensação de paz que nos possuiu, Archimedes! E tudo isso vindo de algo inscrustrado no centro de uma cidade , como algo à parte,como se a cidade que vibra, que lá fora pulsa não existisse!(O complexo está cercado por muros altos). Apenas o som suave da água correndo das fontes, o tremular das ramadas movidas pelo vento, a alegre algazarra dos pássaros. O vai e vem silencioso de turistas que por ali circulam como se estivessem num tempo: respeitosos!
Lembrei-me de ti! Tua imagem me veio, sem que nada se forçasse: ao natural! Teus olhos vibrantes, teu rosto generoso, teus gestos amplos... Pareceu-me te-lo ao meu lado, caminhando, comentando as coisas que apreciavamos!
Maior então o sentimento de paz, de tranquilidade, de estar de bem consigo.
Retornamos depois de amanhã. Certamente reconfortados. Mais ainda com a felicidade de ter podido contigo estar, com a minha alma sintonizada com a tua.
Boa noite Archimedes! Certamente voltarei a te contar das coisas de Sevilha, dos seus becos, das suas belezas....
Até.....
domingo, 27 de setembro de 2009
Archimedes...
Domingo modorrento, chuvoso...
Um dia "daqueles"...
Lembram tardes em que,
o pensamento, no
livre pensar, só pensar...
Vaga buscando a figura
da ninfa que das águas vem,
paira sobre elas,
tal libélula,
e se dirige ao probre
expectador, embevecido
pela beleza, pela candura...
Corpo mostrado por inteiro...
Sob finissima seda:
curvas, sinuosidades,
pontinhos sobre os seios,
segredos! Um terreno
a ser explorado, percorrido
como se perdido numa
encantada floresta...
Olhos brilhando,
vindo em minha direção,
cintilantes, cativantes:
nada por dizer!
O brilho deles tudo diz!
Procura-me, toma minhas mãos;
sinto-me eletrificado...
Sem poder falar, nada por dizer também:
apenas, extasiado, contemplo
a visão que se achega,
que se encosta...
Roça a minha face lívida:
um fugidio beijo!
Quando estendo meus braços
para enlaça-la,
abraço o vazio!!!
Foi-se.
Retomo minha atividade habitual,
sem saber se sonhei,
se tive uma premonição.
Domingo chato!
Domingo modorrento, chuvoso...
Um dia "daqueles"...
Lembram tardes em que,
o pensamento, no
livre pensar, só pensar...
Vaga buscando a figura
da ninfa que das águas vem,
paira sobre elas,
tal libélula,
e se dirige ao probre
expectador, embevecido
pela beleza, pela candura...
Corpo mostrado por inteiro...
Sob finissima seda:
curvas, sinuosidades,
pontinhos sobre os seios,
segredos! Um terreno
a ser explorado, percorrido
como se perdido numa
encantada floresta...
Olhos brilhando,
vindo em minha direção,
cintilantes, cativantes:
nada por dizer!
O brilho deles tudo diz!
Procura-me, toma minhas mãos;
sinto-me eletrificado...
Sem poder falar, nada por dizer também:
apenas, extasiado, contemplo
a visão que se achega,
que se encosta...
Roça a minha face lívida:
um fugidio beijo!
Quando estendo meus braços
para enlaça-la,
abraço o vazio!!!
Foi-se.
Retomo minha atividade habitual,
sem saber se sonhei,
se tive uma premonição.
Domingo chato!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Boa noite Archimedes...
Chove, por aqui...
Chuva constante,
vento cortante...
Como a querer penetrar,
tentando encharcar
nossos corações!
Almas úmidas?
Túmidas?
Ah! retorno aos tempos de São Paulo, nas saídas às sextas, meia-noite!
Depois, a pensão próxima ao Mercado; rápido sono, um banho...
Noites no "Professorado", no "Badaró"...
Estou nostálgico Archimedes...
Pensando em musas antigas, distantes, imaginárias...
No romantismo sem causa, nas aspirações que foram vividas mil vezes...
Cometi algo, pensando nisso:
SENTIDOS, SENTIMENTOS....
Teus toques, teus sentidos
Tuas sensações...
Deslizam sobre mim, tal gotas de suor
Ou seria de lágrimas contidas
Por um antigo
Inesquecível amor?
Iniciado bem antes de nós,
Antes dos tempos,
Antes das ondas
Que batem na frente dos meus olhos.
Antes dos flores
Que os alegram
Dos pássaros que os encantam!
Teus lábios abertos
Dirigidos aos meus;
Teus braços estendidos
Em mim enlaçados,
Teu sexo, úmido
Ao meu ligado
Qual umbilical cordão,
Como querendo eterno ser,
Permanente, presente, a
Me lembrar da sensação,
do calor
Que sinto ao penetra-lo
com meu falo hirto
Nas tuas profundezas
Nas quais a minha língua,
Após sentir a tua,
Já se fez presente.
Tudo isso após
Uma simples visita
Pela escancarada janela:
Um olhar medroso,
Pungente, escancarado,
De puro desejo!"
Os passos ainda firmes são; a mente aberta, o corpo pulsante, a alma sempre ativa...
Alma, quem diria que a cultivariamos até aqui?
Tanto quanto nas noites das discussões intermináveis?
Archimedes, tua luz se espalha, espraia-se... Certamente hoje será melhor do que ontem e o amanhã melhor do que hoje...
TE vejo por aí...
Um beijo...
Chove, por aqui...
Chuva constante,
vento cortante...
Como a querer penetrar,
tentando encharcar
nossos corações!
Almas úmidas?
Túmidas?
Ah! retorno aos tempos de São Paulo, nas saídas às sextas, meia-noite!
Depois, a pensão próxima ao Mercado; rápido sono, um banho...
Noites no "Professorado", no "Badaró"...
Estou nostálgico Archimedes...
Pensando em musas antigas, distantes, imaginárias...
No romantismo sem causa, nas aspirações que foram vividas mil vezes...
Cometi algo, pensando nisso:
SENTIDOS, SENTIMENTOS....
Teus toques, teus sentidos
Tuas sensações...
Deslizam sobre mim, tal gotas de suor
Ou seria de lágrimas contidas
Por um antigo
Inesquecível amor?
Iniciado bem antes de nós,
Antes dos tempos,
Antes das ondas
Que batem na frente dos meus olhos.
Antes dos flores
Que os alegram
Dos pássaros que os encantam!
Teus lábios abertos
Dirigidos aos meus;
Teus braços estendidos
Em mim enlaçados,
Teu sexo, úmido
Ao meu ligado
Qual umbilical cordão,
Como querendo eterno ser,
Permanente, presente, a
Me lembrar da sensação,
do calor
Que sinto ao penetra-lo
com meu falo hirto
Nas tuas profundezas
Nas quais a minha língua,
Após sentir a tua,
Já se fez presente.
Tudo isso após
Uma simples visita
Pela escancarada janela:
Um olhar medroso,
Pungente, escancarado,
De puro desejo!"
Os passos ainda firmes são; a mente aberta, o corpo pulsante, a alma sempre ativa...
Alma, quem diria que a cultivariamos até aqui?
Tanto quanto nas noites das discussões intermináveis?
Archimedes, tua luz se espalha, espraia-se... Certamente hoje será melhor do que ontem e o amanhã melhor do que hoje...
TE vejo por aí...
Um beijo...
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Boa noite Archimedes, caro Archimedes....
Me lembro, quando em viagem pela Escócia - e lá se vão mais de 10 anos - e ainda estavas conosco, de um cartão que até hoje guardo no meu baú de recordações e que para ti não enviei...
Sabe o que era? um belo copo de uísque! Isso Archimedes, apenas isso!
Como uma lembrança das tantas vezes em que nos limitamos a nos embebedar - se isso fazíamos - com os recursos proporcionados pelas nossas posses: cerveja e um conhaque vagabundo...
Guardei-o; não te mandei! Já sabia que estavas quase que no cais à espera de Caronte e seu barco...
Hoje, revirando as minhas coisas encontrei o cartão; limpo, sem nada anotado. Refletindo uma saudade e um significado que só a mim dizem.
Mas, não só disso vivemos, não é? Das saudades das coisas da alma, como diz Rubem Alves:
ALMA
.."Alma" é o nome do lugar onde se encontram esses pedações perdidos de nós mesmos. São partes do nosso corpo, como as pernas, os braços, o coração. Circulam em nosso sangue, estão misturados com os nossos músculos. Quando elas aparecem ol corpo se comove, ri, chora...
Para que servem elas? Para nada. Não são ferramentas. Não podem ser usadas. São inúteis. A alma é movida a saudade. A alma não tem o menor interesse no futuro. A saudade é uma coisa que fica andando pelo tempo passado à procura dos pedaços de nós mesmos que se perderam."
Mas, a minha, a tua, a nossa alma vão além... Além do que diz Rubem Alvez, relacionando-a com a saudade, fico encantado com o que tive aqui neste dias de feriado, com a presença do meu novo netinho, o Leonardo. Você, nas profundezas do Infinito já deve te-lo visto.
Não resisti, deixei o pensamento vagar e....
BOLOTA....
Esteve por aqui um anjo!
Na minha casa...
Olhos acesos, refletindo
Todo o amor que existe!
Deste e do outros mundos!
Dos pais e dos avós,
Das tias e dos tios,
De tantos quantos que
Se encantam, embevecidos
Ficam com o porte
Estampado ao longo
De apenas três,
Três meses!!
“Bolota”, dizem!
Bolinha, bolão, fofão!
Isso, tudo em ão!!
Leonardo, Leonardão!
Que traz no fundo dos olhos
A maravilha de um sorriso,
Que cala, profunda e
Eternamente marca!
Que nos diz que
Nos olhos de uma criança
Na face de uma criança:
Límpida, serena, imaculada,
Sem qualquer pecado ou
Sombra de culpa, se deposita
Todas as esperanças do mundo!!!!
Nesta, em especial,
Mas também em tantas quantas
Que unidas parecem nos indicar
Que os caminhos passam
Pela pureza delas,
Pelo encanto delas,
Pelo rastro cheiroso de amor
Amor apaixonante que deixam,
Marcando indelével
Sofridos corações!
Te chamam, com carinho:
Bolota!
Te chamo, com amor:
Esperança;
Paixão,
Tesouro,
Alegria dos
Meus olhos cansados,
Sofridos pela vista
Dos pecados mundanos,
Mas sequioso dos teus,
Da calma dos teus,
Da beleza dos teus,
Do lago pacifico,
Que é o teu olhar
Sem mácula!
Ah! Certamente Caronte
Atrasará sua vinda:
Permitirá que te pegue
Nos braços, vezes e vezes,
Que te ouça pronunciando
Meu nome,
“Avô”....
Tal qual ouvi, um dia
Teu pai, dizendo:
“Pai”...
Certamente Caronte
Permitirá que contigo
Role na terra, nos lambuzemos
No barro,
Nos encharquemos na água...
Que subas em mim,
Que rias comigo,
Que maltrates as minhas costas,
Que durmas nos meus braços,
Deixando em mim, cansado,
Toda a satisfação de te-lo
Tido, ainda que por momentos,
Junto ao coração,
Eternos momentos,
Totalmente felizes
Na emoção de um abraço,
De um beijo,
Que nunca terminam!!!!
Fpolis. 09.2009
Nada a dizer, nada a acrescentar...
Chove por aqui, pela janela do escritorio vejo as folhas molhadas refletindo a luz...
Vejo-a como benfazeja, não destruidora; como formadora de lagos serenos onde um dia nos encontraremos, nas noites de lua cheia, para apreciar o luz refletida em suas águas...
Até....
Me lembro, quando em viagem pela Escócia - e lá se vão mais de 10 anos - e ainda estavas conosco, de um cartão que até hoje guardo no meu baú de recordações e que para ti não enviei...
Sabe o que era? um belo copo de uísque! Isso Archimedes, apenas isso!
Como uma lembrança das tantas vezes em que nos limitamos a nos embebedar - se isso fazíamos - com os recursos proporcionados pelas nossas posses: cerveja e um conhaque vagabundo...
Guardei-o; não te mandei! Já sabia que estavas quase que no cais à espera de Caronte e seu barco...
Hoje, revirando as minhas coisas encontrei o cartão; limpo, sem nada anotado. Refletindo uma saudade e um significado que só a mim dizem.
Mas, não só disso vivemos, não é? Das saudades das coisas da alma, como diz Rubem Alves:
ALMA
.."Alma" é o nome do lugar onde se encontram esses pedações perdidos de nós mesmos. São partes do nosso corpo, como as pernas, os braços, o coração. Circulam em nosso sangue, estão misturados com os nossos músculos. Quando elas aparecem ol corpo se comove, ri, chora...
Para que servem elas? Para nada. Não são ferramentas. Não podem ser usadas. São inúteis. A alma é movida a saudade. A alma não tem o menor interesse no futuro. A saudade é uma coisa que fica andando pelo tempo passado à procura dos pedaços de nós mesmos que se perderam."
Mas, a minha, a tua, a nossa alma vão além... Além do que diz Rubem Alvez, relacionando-a com a saudade, fico encantado com o que tive aqui neste dias de feriado, com a presença do meu novo netinho, o Leonardo. Você, nas profundezas do Infinito já deve te-lo visto.
Não resisti, deixei o pensamento vagar e....
BOLOTA....
Esteve por aqui um anjo!
Na minha casa...
Olhos acesos, refletindo
Todo o amor que existe!
Deste e do outros mundos!
Dos pais e dos avós,
Das tias e dos tios,
De tantos quantos que
Se encantam, embevecidos
Ficam com o porte
Estampado ao longo
De apenas três,
Três meses!!
“Bolota”, dizem!
Bolinha, bolão, fofão!
Isso, tudo em ão!!
Leonardo, Leonardão!
Que traz no fundo dos olhos
A maravilha de um sorriso,
Que cala, profunda e
Eternamente marca!
Que nos diz que
Nos olhos de uma criança
Na face de uma criança:
Límpida, serena, imaculada,
Sem qualquer pecado ou
Sombra de culpa, se deposita
Todas as esperanças do mundo!!!!
Nesta, em especial,
Mas também em tantas quantas
Que unidas parecem nos indicar
Que os caminhos passam
Pela pureza delas,
Pelo encanto delas,
Pelo rastro cheiroso de amor
Amor apaixonante que deixam,
Marcando indelével
Sofridos corações!
Te chamam, com carinho:
Bolota!
Te chamo, com amor:
Esperança;
Paixão,
Tesouro,
Alegria dos
Meus olhos cansados,
Sofridos pela vista
Dos pecados mundanos,
Mas sequioso dos teus,
Da calma dos teus,
Da beleza dos teus,
Do lago pacifico,
Que é o teu olhar
Sem mácula!
Ah! Certamente Caronte
Atrasará sua vinda:
Permitirá que te pegue
Nos braços, vezes e vezes,
Que te ouça pronunciando
Meu nome,
“Avô”....
Tal qual ouvi, um dia
Teu pai, dizendo:
“Pai”...
Certamente Caronte
Permitirá que contigo
Role na terra, nos lambuzemos
No barro,
Nos encharquemos na água...
Que subas em mim,
Que rias comigo,
Que maltrates as minhas costas,
Que durmas nos meus braços,
Deixando em mim, cansado,
Toda a satisfação de te-lo
Tido, ainda que por momentos,
Junto ao coração,
Eternos momentos,
Totalmente felizes
Na emoção de um abraço,
De um beijo,
Que nunca terminam!!!!
Fpolis. 09.2009
Nada a dizer, nada a acrescentar...
Chove por aqui, pela janela do escritorio vejo as folhas molhadas refletindo a luz...
Vejo-a como benfazeja, não destruidora; como formadora de lagos serenos onde um dia nos encontraremos, nas noites de lua cheia, para apreciar o luz refletida em suas águas...
Até....
sábado, 22 de agosto de 2009
Caro Archimedes...
Longe de ti tenho estado...
Pairando, circunspecto, ausente pensando no que poderia ter sido e que não foi, nas coisas do dia-a-dia qu você vizualiza daí.
Nas questões de política, nas mazelas, pensei:
Primeiro em Rui:
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se
os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto."
Depois, parafraseei Manuel Bandeira...
VOU-ME EMBORA PRÁ BRASÍLIA
(Com a licença de Manuel Bandeira)
Vou-me embora prá Brasília
Lá sou amigo do Sarney
Lá tenho o cargo que eu quero
Na repartição que escolherei
Vou-me embora prá Brasília
Vou-me embora prá Brasília
Aqui eu não sou feliz
Lá a vida é uma moleza
Totalmente inconseqüente
Onde Dácios e Collors
Magistrado e falso Presidente
Vêm a ser coadjuvantes
Da comédia onipresente
Qué a vida que nunca tive
E como farei farra!!!
Andarei de carro oficial
Montarei nas costas do povo
Subirei fácil na carreira
Tomarei tudo que puder
E quando estiver cansado
Viajarei para Paris
Deitarei nas camas do Carlton
Mando o Congresso pagar
Tudo aquilo que eu gastar
Coisa com que sonhava
Desde o tempo de menino
E que o Lula, junto com o Sarney
Conseguiram realizar!!!
Vou-me embora pra Brasília
Em Brasília tem de tudo
É outra civilização
Tem cobertura pra todas as
Safadezas, roubos, tramóias,
E Desembargador que impede a divulgação
Telefones grampeados
Drogas a dar com o pé
Amantes e prostituas pagas pelo Senado
Prá a alegria do barnabé
E quando eu estiver mais triste
Por não ter mais sacanagens por fazer
Quando de noite ficar pensando
Que não tenho mais o que roubar
Lá sou amigo do rei
Terei tudo o que eu quero
Pois sou amigo do Sarney
Vou-me embora pra Brasilia
Longe de ti tenho estado...
Pairando, circunspecto, ausente pensando no que poderia ter sido e que não foi, nas coisas do dia-a-dia qu você vizualiza daí.
Nas questões de política, nas mazelas, pensei:
Primeiro em Rui:
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se
os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto."
Depois, parafraseei Manuel Bandeira...
VOU-ME EMBORA PRÁ BRASÍLIA
(Com a licença de Manuel Bandeira)
Vou-me embora prá Brasília
Lá sou amigo do Sarney
Lá tenho o cargo que eu quero
Na repartição que escolherei
Vou-me embora prá Brasília
Vou-me embora prá Brasília
Aqui eu não sou feliz
Lá a vida é uma moleza
Totalmente inconseqüente
Onde Dácios e Collors
Magistrado e falso Presidente
Vêm a ser coadjuvantes
Da comédia onipresente
Qué a vida que nunca tive
E como farei farra!!!
Andarei de carro oficial
Montarei nas costas do povo
Subirei fácil na carreira
Tomarei tudo que puder
E quando estiver cansado
Viajarei para Paris
Deitarei nas camas do Carlton
Mando o Congresso pagar
Tudo aquilo que eu gastar
Coisa com que sonhava
Desde o tempo de menino
E que o Lula, junto com o Sarney
Conseguiram realizar!!!
Vou-me embora pra Brasília
Em Brasília tem de tudo
É outra civilização
Tem cobertura pra todas as
Safadezas, roubos, tramóias,
E Desembargador que impede a divulgação
Telefones grampeados
Drogas a dar com o pé
Amantes e prostituas pagas pelo Senado
Prá a alegria do barnabé
E quando eu estiver mais triste
Por não ter mais sacanagens por fazer
Quando de noite ficar pensando
Que não tenho mais o que roubar
Lá sou amigo do rei
Terei tudo o que eu quero
Pois sou amigo do Sarney
Vou-me embora pra Brasilia
sexta-feira, 5 de junho de 2009
A HORA...
“Que buscas Caronte!
Que achas?
Estou só de passagem?
Não me parece a hora
Ter chegado... ainda muito por fazer,
Muito por querer,
Muito por sonhar...
Não sabes que isso
Não é tua escolha?
Teus desafortúnios acumulados
Estão a te desdizer:
Tuas mágoas reprimidas,
Desencantos recolhidos
Amores irrevelados
Maldades escondidas!
Mesmo?
Sempre me pensei virtuoso,
Distribuidor de graças,
De favores,
De amores!
Vamos, meu filho!
De carona no barco,
Na tranqüila gôndola,
Ornamentada para ti
Com as flores que amas,
Que cultivastes:
Rosas: brancas, amarelas, rubras,
(como os lábios de tantas mulheres!
Como o sangue que afogueou seus semblantes,
Como as unhas que te lanharam,
O corpo e a alma!)
Está tudo tão escuro!
Nenhuma luzinha no lago de breu!
Nenhuma esperança para o sonho meu?
Vem!
Tranqüilo singraremos,
Inebriados pelo perfume das flores
Pelos acordes dos Noturnos,
Pelo carinho da brisa em
Nossos corpos nus!
Pela sensação de corpos
Femininos te tocando,
Bicos hirtos em seios fartos!
Peles sedosas, jovens, firmes!
Como tantas vezes desejastes!
Nem um até logo?
Nem uma última visão do rosto
Sempre presente dos filhos, dos netos?
Da companheira de tanto tempo?
Por que?
De lá, se acreditas, as
Imagens contigo estarão!
Sem as emoções das presenças
Mas com o sentido da permanência,
Eterna, profundas, sem sentimentos
Sem sofrimentos por
Desentendimentos vãos,
Mas com o carinho sempre presente
Das melhores lembranças!
Ah! Não creio Caronte!
Queres que me entregue a ti
Sem luta, sem receios,
Sem busca de outras
Alternativas! Sem que
Minhas forças – últimas –
Me levem àquilo que sempre quis:
Paz por aqui, realizações,
Emoções, amores!
Vem, meu filho!
Eis que tarda! A noite se vai...
O lago tranquilo nos espera
A lua brilhante nos acompanhará...
Para onde?
Por que?
“Que buscas Caronte!
Que achas?
Estou só de passagem?
Não me parece a hora
Ter chegado... ainda muito por fazer,
Muito por querer,
Muito por sonhar...
Não sabes que isso
Não é tua escolha?
Teus desafortúnios acumulados
Estão a te desdizer:
Tuas mágoas reprimidas,
Desencantos recolhidos
Amores irrevelados
Maldades escondidas!
Mesmo?
Sempre me pensei virtuoso,
Distribuidor de graças,
De favores,
De amores!
Vamos, meu filho!
De carona no barco,
Na tranqüila gôndola,
Ornamentada para ti
Com as flores que amas,
Que cultivastes:
Rosas: brancas, amarelas, rubras,
(como os lábios de tantas mulheres!
Como o sangue que afogueou seus semblantes,
Como as unhas que te lanharam,
O corpo e a alma!)
Está tudo tão escuro!
Nenhuma luzinha no lago de breu!
Nenhuma esperança para o sonho meu?
Vem!
Tranqüilo singraremos,
Inebriados pelo perfume das flores
Pelos acordes dos Noturnos,
Pelo carinho da brisa em
Nossos corpos nus!
Pela sensação de corpos
Femininos te tocando,
Bicos hirtos em seios fartos!
Peles sedosas, jovens, firmes!
Como tantas vezes desejastes!
Nem um até logo?
Nem uma última visão do rosto
Sempre presente dos filhos, dos netos?
Da companheira de tanto tempo?
Por que?
De lá, se acreditas, as
Imagens contigo estarão!
Sem as emoções das presenças
Mas com o sentido da permanência,
Eterna, profundas, sem sentimentos
Sem sofrimentos por
Desentendimentos vãos,
Mas com o carinho sempre presente
Das melhores lembranças!
Ah! Não creio Caronte!
Queres que me entregue a ti
Sem luta, sem receios,
Sem busca de outras
Alternativas! Sem que
Minhas forças – últimas –
Me levem àquilo que sempre quis:
Paz por aqui, realizações,
Emoções, amores!
Vem, meu filho!
Eis que tarda! A noite se vai...
O lago tranquilo nos espera
A lua brilhante nos acompanhará...
Para onde?
Por que?
A DESPERSONALIZAÇÃO DO RELACIONAMENTO
“A Ditadura do 0800”
W.Mugnaini
MAX WEBER, nos fundamentos da burocracia, os quais foram adaptados pela Administração através da Escola Burocrática – ou Modelo Burocrático de Administração, previa que as sociedades deveriam basear-se num sistema que privilegiasse o mérito das pessoas: a “MERITOCRACIA”.
A administração, valendo-se de tal fundamento, imaginou empresas, tal qual sistemas sociais em que – após separada a propriedade da administração - os cargos fossem ocupados por aqueles com maior capacidade, maior mérito.
Em conseqüência, as relações se dariam entre “cargos” e não entre pessoas, justamente para que fossem evitados os relacionamentos espúrios, compadrios e outros, tão comuns tanto naquela época como hoje.
Esta é uma questão de formatação organizacional, maneiras de procurar efetivos modelos de modelos de eficácia; buscar resultados através dos melhores quadros com que a empresa conta.
Quem poderia imaginar que os fundamentos da despersonalização do relacionamento chegasse aos nossos dias como forma de contato empresa/consumidor? E levados ao extremo de criar “currais” de consumidores?
Isso foi possível. Com o advento da prestação massificada de serviços e venda de produtos em grande escala, as corporações foram obrigadas a criar mecanismos de relacionamento que contemplassem a complexidade que tal modelo apresentava.
Forçadas por leis de defesa do consumidor e premidas pela concorrência, criaram canais de comunicação para atendimento de reivindicações/reclamações de seus milhares de usuários/compradores.
Os custos determinaram a forma de atendimento; fizeram com que todas partissem para a possibilidade de “despersonalizar” a relação empresa/consumidor, valendo-se dos benefícios das modernas tecnologias de informação.
Ao mesmo tempo, com a inédita possibilidade de vetar o acesso da massa de consumidores aos níveis gerenciais de decisão, as empresas passaram a fazer com que seus principais executivos – aqueles com nível de autoridade que implicassem em comprometimento: diretores, gerentes – ficassem a salvo do indesejável contato dos insatisfeitos com com os seus produtos/serviços.
02.
Bancos, seguradoras, empresas de telefonia e outras, valendo-
se das vantagens tecnológicas, conseguiram fazer com que seus principais dirigentes se tornassem “invisíveis”! Os consumidores não têm acesso a eles e nem sabem quem são ou o que fazem. São visíveis apenas em colunas sociais e para canais do mesmo nível: políticos, entidades de classe ou governamentais.
Tentem obter o nome e o número do telefone dos responsáveis por uma das empresas aqui citadas através dos meios disponíveis: guias telefônicos, “sites” empresariais ou outros.
Executivos e gerentes se escondem hermeticamente dos que compram seus produtos e/ou usam os serviços da sua empresa. O relacionamento se dá através de meios impessoais: consumidor/computador/atendentes terceirizados.
Para a maioria as empresas não possui centros de decisão: apenas de vendas/distribuição! Quer via propaganda massiva, quer através de lojas sofisticadas em “shoppings” ou outros locais.
Convém aqui um parênteses: a tecnologia, por si só, nada tem a ver com o que ocorre: ELA É NEUTRA! A sua utilização não; poderá ser tanto para beneficiar ou para prejudicar, de acordo com a perspectiva de cada um.
Para os consumidores a utilização é aquela do conhecimento de todos, que aqui abordamos; para as corporações os seus benefícios são incomensuráveis!
Beneficiadas pelas conquistas tecnológicas permitidas pelos processos de comunicação em massa, as empresas iniciaram a implantação – paulatinamente – dos mecanismos que nos levaram ao extremo da DESPERSONALIZAÇÃO: a DITADURA DO 0800! Sistemas geridos por computadores e programas sofisticados lançaram os consumidores no pior dos mundos: o convívio direto com as máquinas.
Nem o mais renomado escritor de ficção científica poderia imaginar tal situação. Situação em que milhões de pessoas são rebaixadas á condição de descerebradas, entes virtuais que, como tais devem ser tratadas e levadas ao paroxismo! Mas com a vantagem – é lógico – de possuírem recursos suficientes para comprar produtos e serviços! Não o melhor dos mundos?
Mundo melhorado com a “terceirização”: quando os descerebrado são transferidos das máquinas para atendentes robotizados por sucessivas sessões de treinamento – ou seriam operações de lobotomia? – que os transformam em autômatos da moderna era das comunicações. Treinados para:
- nada decidir;
- nada responder;
- nunca comprometer!
03.
Como ex-professor de administração sempre fico a me perguntar: “onde estão os princípios básicos da administração?”; “as responsabilidades dos gerentes de formar substitutos, treinar, envolver subordinados com os objetivos da organização?”
Os atendentes não se relacionam com as empresas a que servem; nada têm a ver com os objetivos de quem os contratou. Talvez nunca pisaram nelas (mas certamente devem ser bons consumidores!).
Fácil se depreender que nunca será – como é – fácil a vida do infeliz consumidor.
Aliando-se a isso a leniência e a passividade governamental que, diga-se de passagem adota métodos idênticos, ou piores, logo se visualiza a situação: se o consumidor não for vencido pela frieza mecânica das máquinas, certamente não resistirão à insensibilidade dos atendentes dos chamados “Centros de Relacionamento”, “Serviços de Atendimento ao Consumidor” ou outros que tais! Cultores do gerúndio e da mistificação.
Tentem reclamar nos organismos governamentais....
Não se trata da ausência de leis, mas de monitoramento, de fis calização! Correspondendo plenamente ao antigo ditado romano:
“Muita lei, pouca Justiça!”
As corporações contam com a desinformação como arma, como aliada....
Enfim, consumidores unidos jamais serão vencidos” Uni-vos consumidores de todo o mundo!
Lembrem-se: seremos ouvidos em pé de igualdade apenas quando as empresas se sentarem junto conosco na frente de um magistrado!
______________________________________________________________________
Wilson Mugnaini – Ex-professor de Administração e ex-Diretor do
BANESTADO – Banco do Estado do Paraná
.
“A Ditadura do 0800”
W.Mugnaini
MAX WEBER, nos fundamentos da burocracia, os quais foram adaptados pela Administração através da Escola Burocrática – ou Modelo Burocrático de Administração, previa que as sociedades deveriam basear-se num sistema que privilegiasse o mérito das pessoas: a “MERITOCRACIA”.
A administração, valendo-se de tal fundamento, imaginou empresas, tal qual sistemas sociais em que – após separada a propriedade da administração - os cargos fossem ocupados por aqueles com maior capacidade, maior mérito.
Em conseqüência, as relações se dariam entre “cargos” e não entre pessoas, justamente para que fossem evitados os relacionamentos espúrios, compadrios e outros, tão comuns tanto naquela época como hoje.
Esta é uma questão de formatação organizacional, maneiras de procurar efetivos modelos de modelos de eficácia; buscar resultados através dos melhores quadros com que a empresa conta.
Quem poderia imaginar que os fundamentos da despersonalização do relacionamento chegasse aos nossos dias como forma de contato empresa/consumidor? E levados ao extremo de criar “currais” de consumidores?
Isso foi possível. Com o advento da prestação massificada de serviços e venda de produtos em grande escala, as corporações foram obrigadas a criar mecanismos de relacionamento que contemplassem a complexidade que tal modelo apresentava.
Forçadas por leis de defesa do consumidor e premidas pela concorrência, criaram canais de comunicação para atendimento de reivindicações/reclamações de seus milhares de usuários/compradores.
Os custos determinaram a forma de atendimento; fizeram com que todas partissem para a possibilidade de “despersonalizar” a relação empresa/consumidor, valendo-se dos benefícios das modernas tecnologias de informação.
Ao mesmo tempo, com a inédita possibilidade de vetar o acesso da massa de consumidores aos níveis gerenciais de decisão, as empresas passaram a fazer com que seus principais executivos – aqueles com nível de autoridade que implicassem em comprometimento: diretores, gerentes – ficassem a salvo do indesejável contato dos insatisfeitos com com os seus produtos/serviços.
02.
Bancos, seguradoras, empresas de telefonia e outras, valendo-
se das vantagens tecnológicas, conseguiram fazer com que seus principais dirigentes se tornassem “invisíveis”! Os consumidores não têm acesso a eles e nem sabem quem são ou o que fazem. São visíveis apenas em colunas sociais e para canais do mesmo nível: políticos, entidades de classe ou governamentais.
Tentem obter o nome e o número do telefone dos responsáveis por uma das empresas aqui citadas através dos meios disponíveis: guias telefônicos, “sites” empresariais ou outros.
Executivos e gerentes se escondem hermeticamente dos que compram seus produtos e/ou usam os serviços da sua empresa. O relacionamento se dá através de meios impessoais: consumidor/computador/atendentes terceirizados.
Para a maioria as empresas não possui centros de decisão: apenas de vendas/distribuição! Quer via propaganda massiva, quer através de lojas sofisticadas em “shoppings” ou outros locais.
Convém aqui um parênteses: a tecnologia, por si só, nada tem a ver com o que ocorre: ELA É NEUTRA! A sua utilização não; poderá ser tanto para beneficiar ou para prejudicar, de acordo com a perspectiva de cada um.
Para os consumidores a utilização é aquela do conhecimento de todos, que aqui abordamos; para as corporações os seus benefícios são incomensuráveis!
Beneficiadas pelas conquistas tecnológicas permitidas pelos processos de comunicação em massa, as empresas iniciaram a implantação – paulatinamente – dos mecanismos que nos levaram ao extremo da DESPERSONALIZAÇÃO: a DITADURA DO 0800! Sistemas geridos por computadores e programas sofisticados lançaram os consumidores no pior dos mundos: o convívio direto com as máquinas.
Nem o mais renomado escritor de ficção científica poderia imaginar tal situação. Situação em que milhões de pessoas são rebaixadas á condição de descerebradas, entes virtuais que, como tais devem ser tratadas e levadas ao paroxismo! Mas com a vantagem – é lógico – de possuírem recursos suficientes para comprar produtos e serviços! Não o melhor dos mundos?
Mundo melhorado com a “terceirização”: quando os descerebrado são transferidos das máquinas para atendentes robotizados por sucessivas sessões de treinamento – ou seriam operações de lobotomia? – que os transformam em autômatos da moderna era das comunicações. Treinados para:
- nada decidir;
- nada responder;
- nunca comprometer!
03.
Como ex-professor de administração sempre fico a me perguntar: “onde estão os princípios básicos da administração?”; “as responsabilidades dos gerentes de formar substitutos, treinar, envolver subordinados com os objetivos da organização?”
Os atendentes não se relacionam com as empresas a que servem; nada têm a ver com os objetivos de quem os contratou. Talvez nunca pisaram nelas (mas certamente devem ser bons consumidores!).
Fácil se depreender que nunca será – como é – fácil a vida do infeliz consumidor.
Aliando-se a isso a leniência e a passividade governamental que, diga-se de passagem adota métodos idênticos, ou piores, logo se visualiza a situação: se o consumidor não for vencido pela frieza mecânica das máquinas, certamente não resistirão à insensibilidade dos atendentes dos chamados “Centros de Relacionamento”, “Serviços de Atendimento ao Consumidor” ou outros que tais! Cultores do gerúndio e da mistificação.
Tentem reclamar nos organismos governamentais....
Não se trata da ausência de leis, mas de monitoramento, de fis calização! Correspondendo plenamente ao antigo ditado romano:
“Muita lei, pouca Justiça!”
As corporações contam com a desinformação como arma, como aliada....
Enfim, consumidores unidos jamais serão vencidos” Uni-vos consumidores de todo o mundo!
Lembrem-se: seremos ouvidos em pé de igualdade apenas quando as empresas se sentarem junto conosco na frente de um magistrado!
______________________________________________________________________
Wilson Mugnaini – Ex-professor de Administração e ex-Diretor do
BANESTADO – Banco do Estado do Paraná
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segunda-feira, 25 de maio de 2009
Boa noite Archimedes...
"Ói nóis aqui trá veis"...
Desta vez para te contar da felicidade de presenciar o nascimento do segundo neto.
Chegou o Leonardo!
Deixou o útero quente da mãe ao ser de lá retirado pelas mãos do médico... Ao ve-lo pela primeira vez nos braços do Alexandre senti uma paz, uma tranquilidade, uma serenidade absolutas!
Limpo, límpido! Parecia que veio a este mundo de desilusões e desgraças, mas ao tempo de bem aventuranças e belezas escondidas, disfarçadas, com vontade de trabalhar para torná-lo muito melhor!
Afinal, não é isso que esperamos de todos seres inocentes aos quais deitamos os olhos quando se nos são colocados para tanto?
Mas, como te disse, me impressionou a paz contida no seu semblante: nada do ar sofrido da surpresa pela chegada a uma situação desconhecida, estranha. Pareceu-me à vontade, tranquilo, como os pais e tantos outros que o rodeiam.
Confesso que não tive coragem de segurá-lo de imediato! Só o fiz no terceiro dia, junto com os pais. Fotos e mais fotos! Avós sorridentes, sem saber o que fazer: parece que o bebê é de todos e não dos pais!
Abriu os olhos de imediato! Mamou tão logo foi apresentado ao bico róseo do seio da mãe! Defecou como se por aqui já estivesse de há muito!
Portanto, basta apenas aguardar para ve-lo nos reconhecer e curti-lo como merece!
Voltarei ao assunto!
Abraços afetuosos!
"Ói nóis aqui trá veis"...
Desta vez para te contar da felicidade de presenciar o nascimento do segundo neto.
Chegou o Leonardo!
Deixou o útero quente da mãe ao ser de lá retirado pelas mãos do médico... Ao ve-lo pela primeira vez nos braços do Alexandre senti uma paz, uma tranquilidade, uma serenidade absolutas!
Limpo, límpido! Parecia que veio a este mundo de desilusões e desgraças, mas ao tempo de bem aventuranças e belezas escondidas, disfarçadas, com vontade de trabalhar para torná-lo muito melhor!
Afinal, não é isso que esperamos de todos seres inocentes aos quais deitamos os olhos quando se nos são colocados para tanto?
Mas, como te disse, me impressionou a paz contida no seu semblante: nada do ar sofrido da surpresa pela chegada a uma situação desconhecida, estranha. Pareceu-me à vontade, tranquilo, como os pais e tantos outros que o rodeiam.
Confesso que não tive coragem de segurá-lo de imediato! Só o fiz no terceiro dia, junto com os pais. Fotos e mais fotos! Avós sorridentes, sem saber o que fazer: parece que o bebê é de todos e não dos pais!
Abriu os olhos de imediato! Mamou tão logo foi apresentado ao bico róseo do seio da mãe! Defecou como se por aqui já estivesse de há muito!
Portanto, basta apenas aguardar para ve-lo nos reconhecer e curti-lo como merece!
Voltarei ao assunto!
Abraços afetuosos!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Olá Archimedes, boa noite!
Quanto tempo, não é? andei preguiçoso, desatento...
Senti tua frustração, tua tristeza pela minha ausência. Eis-me aqui, retornando.
Novidades? Algumas...Estivemos recentemente na Europa, em Budapeste e Bratislava: Hungria e Eslováquia.
Ambas na Europa Central e cortadas pelo Danúbio.
Nada de excepcional em Bratislava: cidade povoada de estudantes, cheia de bares e "pubs", compatíveis com eles. Planejavamos uma estadia maior, mas dela abdicamos.
Budapeste é mais cosmopolita; limitamo-nos a andar, visitar lugares públicos, feiras e outros que tais. Bela cidade, ainda não contaminada com a poluição do centro. Peste mais fina, mais "chique" do que Buda, um tanto quanto proletária. Ambas ainda com o cinzento do antigo regime político. Habituados a ver flores em todas as sacadas e janelas, vimos apenas o cinzento. Um pouco delas nos lugares públicos.
Chama a atenção pelo grande número de termas: os húngaros devem ser imaculados, pela quantidade delas.
Depois a Alemanha. Mais tarde te conto!
Outra novidade é a chegada do segundo neto: o Leonardo, filho do Alexandre. Entrada definitiva nesta terra abençoada por Deus e desgraçada pelos políticos, marcada para a próxima sexta-feira, dia 22. Se já estava "babão" com o Felipe, que ornamenta esta página, imagine com mais um. Ah! e temos prometido, também, para o próximo ano, um filho da Adriana. Algo me diz, lá dentro, que será menina... Veremos!
Perdoe-me a ausência Archimedes! prometo voltar com mais frequência!
Eu sinto a tua falta; nas viagens, quando em reflexão, imagino-o comigo! Teu sorriso franco e generoso animando meus cansaços e não deixando que desista de ver o novo, o inusitado! Acompanhando-me nas cervejas generosas e saborosas, na admiração dos passantes e das formas das mulheres.
Fazendo-me lembrar sempre das nossas origens e dos duros e dolorosos caminhos que percorremos para chegar até onde estamos. Eu, por aqui permanecendo mais tempo que vc, para testemunhar as formidáveis mudanças que aconteceram nesses últimos 11 anos sem a tua presença.
Lembro-me da última viagem que fiz quando por aqui ainda estavas.
Foi para a Grã-Bretanha; havia retornado ao Banco, trabalhado durante 6 meses, até abril de 1 997, e viajado com a certeza de que seria defenestrado em função do plano de recuperação que havia apresentado. Um postal de um copo de uísque escocês retornou em minha bagagem. Pretendia te entegar em mãos, pela ausência de endereço. Mas, ao ver como estavas, desisti. Guardo-o até hoje, como tantas imagens dos tempos e das ocasiões em que juntos estivemos.
O retorno, como sabes, rendeu-me como prêmio um monte de processos. Findaram recentemente. Te falarei disso na próxima, comentando a forma como os magistrados encararam a nossa atuação.
Por ora saudemos o futuro coxa-branca que está por vir!
Grande abraço
Quanto tempo, não é? andei preguiçoso, desatento...
Senti tua frustração, tua tristeza pela minha ausência. Eis-me aqui, retornando.
Novidades? Algumas...Estivemos recentemente na Europa, em Budapeste e Bratislava: Hungria e Eslováquia.
Ambas na Europa Central e cortadas pelo Danúbio.
Nada de excepcional em Bratislava: cidade povoada de estudantes, cheia de bares e "pubs", compatíveis com eles. Planejavamos uma estadia maior, mas dela abdicamos.
Budapeste é mais cosmopolita; limitamo-nos a andar, visitar lugares públicos, feiras e outros que tais. Bela cidade, ainda não contaminada com a poluição do centro. Peste mais fina, mais "chique" do que Buda, um tanto quanto proletária. Ambas ainda com o cinzento do antigo regime político. Habituados a ver flores em todas as sacadas e janelas, vimos apenas o cinzento. Um pouco delas nos lugares públicos.
Chama a atenção pelo grande número de termas: os húngaros devem ser imaculados, pela quantidade delas.
Depois a Alemanha. Mais tarde te conto!
Outra novidade é a chegada do segundo neto: o Leonardo, filho do Alexandre. Entrada definitiva nesta terra abençoada por Deus e desgraçada pelos políticos, marcada para a próxima sexta-feira, dia 22. Se já estava "babão" com o Felipe, que ornamenta esta página, imagine com mais um. Ah! e temos prometido, também, para o próximo ano, um filho da Adriana. Algo me diz, lá dentro, que será menina... Veremos!
Perdoe-me a ausência Archimedes! prometo voltar com mais frequência!
Eu sinto a tua falta; nas viagens, quando em reflexão, imagino-o comigo! Teu sorriso franco e generoso animando meus cansaços e não deixando que desista de ver o novo, o inusitado! Acompanhando-me nas cervejas generosas e saborosas, na admiração dos passantes e das formas das mulheres.
Fazendo-me lembrar sempre das nossas origens e dos duros e dolorosos caminhos que percorremos para chegar até onde estamos. Eu, por aqui permanecendo mais tempo que vc, para testemunhar as formidáveis mudanças que aconteceram nesses últimos 11 anos sem a tua presença.
Lembro-me da última viagem que fiz quando por aqui ainda estavas.
Foi para a Grã-Bretanha; havia retornado ao Banco, trabalhado durante 6 meses, até abril de 1 997, e viajado com a certeza de que seria defenestrado em função do plano de recuperação que havia apresentado. Um postal de um copo de uísque escocês retornou em minha bagagem. Pretendia te entegar em mãos, pela ausência de endereço. Mas, ao ver como estavas, desisti. Guardo-o até hoje, como tantas imagens dos tempos e das ocasiões em que juntos estivemos.
O retorno, como sabes, rendeu-me como prêmio um monte de processos. Findaram recentemente. Te falarei disso na próxima, comentando a forma como os magistrados encararam a nossa atuação.
Por ora saudemos o futuro coxa-branca que está por vir!
Grande abraço
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