Boa noite Archimedes...
Chove, por aqui...
Chuva constante,
vento cortante...
Como a querer penetrar,
tentando encharcar
nossos corações!
Almas úmidas?
Túmidas?
Ah! retorno aos tempos de São Paulo, nas saídas às sextas, meia-noite!
Depois, a pensão próxima ao Mercado; rápido sono, um banho...
Noites no "Professorado", no "Badaró"...
Estou nostálgico Archimedes...
Pensando em musas antigas, distantes, imaginárias...
No romantismo sem causa, nas aspirações que foram vividas mil vezes...
Cometi algo, pensando nisso:
SENTIDOS, SENTIMENTOS....
Teus toques, teus sentidos
Tuas sensações...
Deslizam sobre mim, tal gotas de suor
Ou seria de lágrimas contidas
Por um antigo
Inesquecível amor?
Iniciado bem antes de nós,
Antes dos tempos,
Antes das ondas
Que batem na frente dos meus olhos.
Antes dos flores
Que os alegram
Dos pássaros que os encantam!
Teus lábios abertos
Dirigidos aos meus;
Teus braços estendidos
Em mim enlaçados,
Teu sexo, úmido
Ao meu ligado
Qual umbilical cordão,
Como querendo eterno ser,
Permanente, presente, a
Me lembrar da sensação,
do calor
Que sinto ao penetra-lo
com meu falo hirto
Nas tuas profundezas
Nas quais a minha língua,
Após sentir a tua,
Já se fez presente.
Tudo isso após
Uma simples visita
Pela escancarada janela:
Um olhar medroso,
Pungente, escancarado,
De puro desejo!"
Os passos ainda firmes são; a mente aberta, o corpo pulsante, a alma sempre ativa...
Alma, quem diria que a cultivariamos até aqui?
Tanto quanto nas noites das discussões intermináveis?
Archimedes, tua luz se espalha, espraia-se... Certamente hoje será melhor do que ontem e o amanhã melhor do que hoje...
TE vejo por aí...
Um beijo...
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
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