quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Sevilha, sevilhanas, encantos

Caro Archimedes...

Boa noite!

Distante, hoje, a minha manifestação...

Claro que não em relação a você, que está em todos os lugares, em todos os desvãos da minha memória, nos cantos das lembranças mais profundas.

Como sempre, demorei. Hoje, porém, retornando a uma viagem feita no distante 1.992, por ocasião da Exposição Mundial que aqui aconteceu - em Sevilha - vi-me ainda, como sempre, contigo!

Ah! Archimedes! Naquele ano ainda estavas conosco, vibravas junto no mesmo diapasão; sulcavas os mesmos caminhos, as mesmas veredas, as esquinas, as mesas, os lugares encantados!

Retornamos a Sevilha, percebeste! Estamos refazendo a viagem de 1.992. Desta vez com outros olhos, outro ânimo, outra disposição! Sem os atropelos de uma excursão, suas pressões e decepções.

Hoje visitamos um lugar de encanto! Maravilhoso! "Jardins, Palácio de Alcazar". Magnificas instalações de arquitetura árabe: azulejos, salões amplos, construção leve: delicados arcos, arabescos. Uma magnificência de azulejos!

E, aquilo que mais nos encantou: os jardins! As construções de inspiração árabe singelas e simples, quase sempre abrem para um pátio onde a presença de uma fonte é imprescindível, por mais simples que seja!

Mais à frente, jardins que se espraiam por uma extensa área, com fontes as mais variadas! Você não imagina a sensação de paz que nos possuiu, Archimedes! E tudo isso vindo de algo inscrustrado no centro de uma cidade , como algo à parte,como se a cidade que vibra, que lá fora pulsa não existisse!(O complexo está cercado por muros altos). Apenas o som suave da água correndo das fontes, o tremular das ramadas movidas pelo vento, a alegre algazarra dos pássaros. O vai e vem silencioso de turistas que por ali circulam como se estivessem num tempo: respeitosos!

Lembrei-me de ti! Tua imagem me veio, sem que nada se forçasse: ao natural! Teus olhos vibrantes, teu rosto generoso, teus gestos amplos... Pareceu-me te-lo ao meu lado, caminhando, comentando as coisas que apreciavamos!

Maior então o sentimento de paz, de tranquilidade, de estar de bem consigo.

Retornamos depois de amanhã. Certamente reconfortados. Mais ainda com a felicidade de ter podido contigo estar, com a minha alma sintonizada com a tua.

Boa noite Archimedes! Certamente voltarei a te contar das coisas de Sevilha, dos seus becos, das suas belezas....

Até.....

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