Boa noite Archimedes...
"Ói nóis aqui trá veis"...
Desta vez para te contar da felicidade de presenciar o nascimento do segundo neto.
Chegou o Leonardo!
Deixou o útero quente da mãe ao ser de lá retirado pelas mãos do médico... Ao ve-lo pela primeira vez nos braços do Alexandre senti uma paz, uma tranquilidade, uma serenidade absolutas!
Limpo, límpido! Parecia que veio a este mundo de desilusões e desgraças, mas ao tempo de bem aventuranças e belezas escondidas, disfarçadas, com vontade de trabalhar para torná-lo muito melhor!
Afinal, não é isso que esperamos de todos seres inocentes aos quais deitamos os olhos quando se nos são colocados para tanto?
Mas, como te disse, me impressionou a paz contida no seu semblante: nada do ar sofrido da surpresa pela chegada a uma situação desconhecida, estranha. Pareceu-me à vontade, tranquilo, como os pais e tantos outros que o rodeiam.
Confesso que não tive coragem de segurá-lo de imediato! Só o fiz no terceiro dia, junto com os pais. Fotos e mais fotos! Avós sorridentes, sem saber o que fazer: parece que o bebê é de todos e não dos pais!
Abriu os olhos de imediato! Mamou tão logo foi apresentado ao bico róseo do seio da mãe! Defecou como se por aqui já estivesse de há muito!
Portanto, basta apenas aguardar para ve-lo nos reconhecer e curti-lo como merece!
Voltarei ao assunto!
Abraços afetuosos!
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Olá Archimedes, boa noite!
Quanto tempo, não é? andei preguiçoso, desatento...
Senti tua frustração, tua tristeza pela minha ausência. Eis-me aqui, retornando.
Novidades? Algumas...Estivemos recentemente na Europa, em Budapeste e Bratislava: Hungria e Eslováquia.
Ambas na Europa Central e cortadas pelo Danúbio.
Nada de excepcional em Bratislava: cidade povoada de estudantes, cheia de bares e "pubs", compatíveis com eles. Planejavamos uma estadia maior, mas dela abdicamos.
Budapeste é mais cosmopolita; limitamo-nos a andar, visitar lugares públicos, feiras e outros que tais. Bela cidade, ainda não contaminada com a poluição do centro. Peste mais fina, mais "chique" do que Buda, um tanto quanto proletária. Ambas ainda com o cinzento do antigo regime político. Habituados a ver flores em todas as sacadas e janelas, vimos apenas o cinzento. Um pouco delas nos lugares públicos.
Chama a atenção pelo grande número de termas: os húngaros devem ser imaculados, pela quantidade delas.
Depois a Alemanha. Mais tarde te conto!
Outra novidade é a chegada do segundo neto: o Leonardo, filho do Alexandre. Entrada definitiva nesta terra abençoada por Deus e desgraçada pelos políticos, marcada para a próxima sexta-feira, dia 22. Se já estava "babão" com o Felipe, que ornamenta esta página, imagine com mais um. Ah! e temos prometido, também, para o próximo ano, um filho da Adriana. Algo me diz, lá dentro, que será menina... Veremos!
Perdoe-me a ausência Archimedes! prometo voltar com mais frequência!
Eu sinto a tua falta; nas viagens, quando em reflexão, imagino-o comigo! Teu sorriso franco e generoso animando meus cansaços e não deixando que desista de ver o novo, o inusitado! Acompanhando-me nas cervejas generosas e saborosas, na admiração dos passantes e das formas das mulheres.
Fazendo-me lembrar sempre das nossas origens e dos duros e dolorosos caminhos que percorremos para chegar até onde estamos. Eu, por aqui permanecendo mais tempo que vc, para testemunhar as formidáveis mudanças que aconteceram nesses últimos 11 anos sem a tua presença.
Lembro-me da última viagem que fiz quando por aqui ainda estavas.
Foi para a Grã-Bretanha; havia retornado ao Banco, trabalhado durante 6 meses, até abril de 1 997, e viajado com a certeza de que seria defenestrado em função do plano de recuperação que havia apresentado. Um postal de um copo de uísque escocês retornou em minha bagagem. Pretendia te entegar em mãos, pela ausência de endereço. Mas, ao ver como estavas, desisti. Guardo-o até hoje, como tantas imagens dos tempos e das ocasiões em que juntos estivemos.
O retorno, como sabes, rendeu-me como prêmio um monte de processos. Findaram recentemente. Te falarei disso na próxima, comentando a forma como os magistrados encararam a nossa atuação.
Por ora saudemos o futuro coxa-branca que está por vir!
Grande abraço
Quanto tempo, não é? andei preguiçoso, desatento...
Senti tua frustração, tua tristeza pela minha ausência. Eis-me aqui, retornando.
Novidades? Algumas...Estivemos recentemente na Europa, em Budapeste e Bratislava: Hungria e Eslováquia.
Ambas na Europa Central e cortadas pelo Danúbio.
Nada de excepcional em Bratislava: cidade povoada de estudantes, cheia de bares e "pubs", compatíveis com eles. Planejavamos uma estadia maior, mas dela abdicamos.
Budapeste é mais cosmopolita; limitamo-nos a andar, visitar lugares públicos, feiras e outros que tais. Bela cidade, ainda não contaminada com a poluição do centro. Peste mais fina, mais "chique" do que Buda, um tanto quanto proletária. Ambas ainda com o cinzento do antigo regime político. Habituados a ver flores em todas as sacadas e janelas, vimos apenas o cinzento. Um pouco delas nos lugares públicos.
Chama a atenção pelo grande número de termas: os húngaros devem ser imaculados, pela quantidade delas.
Depois a Alemanha. Mais tarde te conto!
Outra novidade é a chegada do segundo neto: o Leonardo, filho do Alexandre. Entrada definitiva nesta terra abençoada por Deus e desgraçada pelos políticos, marcada para a próxima sexta-feira, dia 22. Se já estava "babão" com o Felipe, que ornamenta esta página, imagine com mais um. Ah! e temos prometido, também, para o próximo ano, um filho da Adriana. Algo me diz, lá dentro, que será menina... Veremos!
Perdoe-me a ausência Archimedes! prometo voltar com mais frequência!
Eu sinto a tua falta; nas viagens, quando em reflexão, imagino-o comigo! Teu sorriso franco e generoso animando meus cansaços e não deixando que desista de ver o novo, o inusitado! Acompanhando-me nas cervejas generosas e saborosas, na admiração dos passantes e das formas das mulheres.
Fazendo-me lembrar sempre das nossas origens e dos duros e dolorosos caminhos que percorremos para chegar até onde estamos. Eu, por aqui permanecendo mais tempo que vc, para testemunhar as formidáveis mudanças que aconteceram nesses últimos 11 anos sem a tua presença.
Lembro-me da última viagem que fiz quando por aqui ainda estavas.
Foi para a Grã-Bretanha; havia retornado ao Banco, trabalhado durante 6 meses, até abril de 1 997, e viajado com a certeza de que seria defenestrado em função do plano de recuperação que havia apresentado. Um postal de um copo de uísque escocês retornou em minha bagagem. Pretendia te entegar em mãos, pela ausência de endereço. Mas, ao ver como estavas, desisti. Guardo-o até hoje, como tantas imagens dos tempos e das ocasiões em que juntos estivemos.
O retorno, como sabes, rendeu-me como prêmio um monte de processos. Findaram recentemente. Te falarei disso na próxima, comentando a forma como os magistrados encararam a nossa atuação.
Por ora saudemos o futuro coxa-branca que está por vir!
Grande abraço
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Caro Archimedes...
Uma boa noite!
Por aqui, após longos dias de chuva estamos tendo períodos de tempo firme.
As pessoas estão começando a dificil tarefa de reconstrução, contando os prejuízos, passada a fase das lamentações.
Histórias de heroísmo, de dedicação voluntária pipocam de todos os lugares e envolvem um sem número de pessoas; anônimas e próximas daqueles que foram atingidos.
Contribuições chegam... O que demora é aquilo prometido pelos governos; ah! Archimedes, as dificuldades impostas pela burocracia! Imaginei, com a minha experiência de professor e de administrador em como seria fácil realizar as coisas se efetivamente interesse houvesse.
Como, por exemplo, um comitê de crise! Não uma "comissão", palavra que me dá engulhos ao lembrar que um camelo é um cavalo projetado por uma comissão! Mas um comitê, com no máximo 5 ou 6 pessoas dos Ministérios envolvidos, que funcionaria em Blumenau, por exemplo, e por lá ficaria o tempo necessária para que os recursos fossem viabilizados o mais rapidamente possível: 6 meses, 1 ano, 2 anos. O tempo que fosse preciso! "A decisão, tanto quanto possível, deve estar próxima do local da ação", martela a minha cabeça os ensinamentos de quando era Professor e que tanto tentei incutir nos alunos!
Será que há interesse verdadeiro em resolver, ou apenas "faturar" em cima das tragédias: obrigar Prefeitos e outros irem a Brasília para "rastejar" nos gabinetes e ante-salas dos Ministros.
Pois é Archimedes:
"Olhando para o breu da noite,
Sentindo a solidão entre presenças,
O isolamento dentro das multidões,
O "não sentir" quando todos
parecem sentir.
Sinto apenas o meu "eu";
saindo e entrando no meu corpo,
flutuando à minha frente,
como se nada mais existisse
além de "mim"! Além de mim e
da natureza que me cerca!
Sentindo, mais, que para imensas
frustrações, para estresses,
são necessárias pequenas desilusões.
E para grandes alegrias,
Será que precisamos de
pequenas satisfações?"
Boa noite Archimedes, A falta que sinto não se compara com aquilo que terei de prazer quando voltar a ti...
Uma boa noite!
Por aqui, após longos dias de chuva estamos tendo períodos de tempo firme.
As pessoas estão começando a dificil tarefa de reconstrução, contando os prejuízos, passada a fase das lamentações.
Histórias de heroísmo, de dedicação voluntária pipocam de todos os lugares e envolvem um sem número de pessoas; anônimas e próximas daqueles que foram atingidos.
Contribuições chegam... O que demora é aquilo prometido pelos governos; ah! Archimedes, as dificuldades impostas pela burocracia! Imaginei, com a minha experiência de professor e de administrador em como seria fácil realizar as coisas se efetivamente interesse houvesse.
Como, por exemplo, um comitê de crise! Não uma "comissão", palavra que me dá engulhos ao lembrar que um camelo é um cavalo projetado por uma comissão! Mas um comitê, com no máximo 5 ou 6 pessoas dos Ministérios envolvidos, que funcionaria em Blumenau, por exemplo, e por lá ficaria o tempo necessária para que os recursos fossem viabilizados o mais rapidamente possível: 6 meses, 1 ano, 2 anos. O tempo que fosse preciso! "A decisão, tanto quanto possível, deve estar próxima do local da ação", martela a minha cabeça os ensinamentos de quando era Professor e que tanto tentei incutir nos alunos!
Será que há interesse verdadeiro em resolver, ou apenas "faturar" em cima das tragédias: obrigar Prefeitos e outros irem a Brasília para "rastejar" nos gabinetes e ante-salas dos Ministros.
Pois é Archimedes:
"Olhando para o breu da noite,
Sentindo a solidão entre presenças,
O isolamento dentro das multidões,
O "não sentir" quando todos
parecem sentir.
Sinto apenas o meu "eu";
saindo e entrando no meu corpo,
flutuando à minha frente,
como se nada mais existisse
além de "mim"! Além de mim e
da natureza que me cerca!
Sentindo, mais, que para imensas
frustrações, para estresses,
são necessárias pequenas desilusões.
E para grandes alegrias,
Será que precisamos de
pequenas satisfações?"
Boa noite Archimedes, A falta que sinto não se compara com aquilo que terei de prazer quando voltar a ti...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Olá Archimedes...
Boa noite!
Isso, boa noite! Depois de tantos dias de chuva, uma noite que se pode chamar de linda!
Certamente você acompanhou a tragédia que se abateu sobre Santa Catarina, "a bela e Santa Catarina". O desespero daqueles que tudo perderam, não só em termos materiais, mas em vidas de parentes e amigos, entes queridos, preciosos!
Algo que juntos havíamos acompanhado há 25 anos, mas não com tanta intensidade...
Ah! Archimedes! Sofremos e convivemos com as tragédias em tempo real, quer aqui quer no Oriente, nos Estados Unidos, na Europa.
As tragédias adentram as nossas casas como rotina diária, como se fossem partes do nosso cotidiano! Nao temos condições nem de imagina-las, dize-las para outrem como se deram, como aconteceram. Apenas comentá-las, dizer das facetas mais trágicas, mais dramáticas. A visualização ao tempo em que as coisas acontecem tornam-nas frias, casuais, naturais!
A insensibilidade toma conta dos nossos sentidos: observamo-las, pela periodicidade e pela constância, como se fizessem parte do dia-a-dia. Com a mesma naturalidade com que as observamos, mudamos de canal: passamos para o entretenimento!
As pessoas apenas sentirão a dimensão do que acontece se tiverem alguém próximo envolvido; se assim não for... Há mutirões de ajuda, de auxílios! Correntes de solidariedade que se formam para ajudar os atingidos. Relatos dramáticos de pessoas que se doam de corpo e alma na tarefa de auxílio, de buscas... Estas sim, heroínas anônimas fazem a história, ainda que também tenham sido vítimas!
De tantas que são, pela repetição e pela quantidade de exemplos, infelizmente tornam-se, como as demais informações, as demais notícias, banais! Mais uma tragédia! Exemplos dignificantes de heroísmo e de dedicação transformados em assuntos triviais!
De repente as nossas pequenas tragédias, as nossas questões pessoais, ainda que diminutas, passam a preponderar. Como disse, mudamos de canal e seguimos em frente... O alheiamento passa a ser a tônica, a maneira que encontramos para suportar, para a abstração!
Quem diria, não é? Sensibilidades, sentimentos afogados pelo rotineiro!
Hoje, como te disse, sem o cheiro pútrido das tragédias a penetrar pela janela, posso por ela olhar para fora: a noite tranquila, serena, o ar quase que parado convidando à reflexão, ao pensamento do que virá... Algo que, nos tempos em que discutíamos a essência da existência, os sofrimentos imaginados, românticos! Algo que me permitiu, há tempos, tanto tempo, cometer sentimentos românticos sobre o final dos tempos por aqui.
Tudo mais fácil. Muito ainda por vir do que passado já se fora.
Creio que devo conversar mais sobre isso com você. Talvez numa próxima oportunidade!
Saudades Archimedes!
Boa noite... Até!
<
Boa noite!
Isso, boa noite! Depois de tantos dias de chuva, uma noite que se pode chamar de linda!
Certamente você acompanhou a tragédia que se abateu sobre Santa Catarina, "a bela e Santa Catarina". O desespero daqueles que tudo perderam, não só em termos materiais, mas em vidas de parentes e amigos, entes queridos, preciosos!
Algo que juntos havíamos acompanhado há 25 anos, mas não com tanta intensidade...
Ah! Archimedes! Sofremos e convivemos com as tragédias em tempo real, quer aqui quer no Oriente, nos Estados Unidos, na Europa.
As tragédias adentram as nossas casas como rotina diária, como se fossem partes do nosso cotidiano! Nao temos condições nem de imagina-las, dize-las para outrem como se deram, como aconteceram. Apenas comentá-las, dizer das facetas mais trágicas, mais dramáticas. A visualização ao tempo em que as coisas acontecem tornam-nas frias, casuais, naturais!
A insensibilidade toma conta dos nossos sentidos: observamo-las, pela periodicidade e pela constância, como se fizessem parte do dia-a-dia. Com a mesma naturalidade com que as observamos, mudamos de canal: passamos para o entretenimento!
As pessoas apenas sentirão a dimensão do que acontece se tiverem alguém próximo envolvido; se assim não for... Há mutirões de ajuda, de auxílios! Correntes de solidariedade que se formam para ajudar os atingidos. Relatos dramáticos de pessoas que se doam de corpo e alma na tarefa de auxílio, de buscas... Estas sim, heroínas anônimas fazem a história, ainda que também tenham sido vítimas!
De tantas que são, pela repetição e pela quantidade de exemplos, infelizmente tornam-se, como as demais informações, as demais notícias, banais! Mais uma tragédia! Exemplos dignificantes de heroísmo e de dedicação transformados em assuntos triviais!
De repente as nossas pequenas tragédias, as nossas questões pessoais, ainda que diminutas, passam a preponderar. Como disse, mudamos de canal e seguimos em frente... O alheiamento passa a ser a tônica, a maneira que encontramos para suportar, para a abstração!
Quem diria, não é? Sensibilidades, sentimentos afogados pelo rotineiro!
Hoje, como te disse, sem o cheiro pútrido das tragédias a penetrar pela janela, posso por ela olhar para fora: a noite tranquila, serena, o ar quase que parado convidando à reflexão, ao pensamento do que virá... Algo que, nos tempos em que discutíamos a essência da existência, os sofrimentos imaginados, românticos! Algo que me permitiu, há tempos, tanto tempo, cometer sentimentos românticos sobre o final dos tempos por aqui.
Tudo mais fácil. Muito ainda por vir do que passado já se fora.
Creio que devo conversar mais sobre isso com você. Talvez numa próxima oportunidade!
Saudades Archimedes!
Boa noite... Até!
<
sábado, 22 de novembro de 2008
Caro Archimedes...
Boa noite!
Chove a cântaros! Não temos tido trégua nas últimas semanas e parece que não teremos nos próximos dias!
Ah! Archimedes... que a chuva não nos molhe os corações! Os corpos sim, mas os corações que se mantenham intatos, predispostos ao amor, sempre!
Aquele que, ao pequeno toque,
vê nos olhos dos pequenos,
a ternura que tivemos
e que quase não mantemos!
A busca, a incessante busca...
pelos meandros da mente,
que nos determina: pressa,
frenesi, procura!
Que não nos deixa relaxar,
que nos força ao ranger dos
dentes, a contração dos músculos para,
à noite, cansados, exaustos,
busquemos razões para
tanta fadiga!
A incapacidade de olhar
e "ver" e não, simplesmente,
passar os olhos sem entender
que a beleza, o encanto,
estão à nossa frente;
mas perdemos a limpidez
nos olhos que nos permitia
enxergar beleza onde apenas
caos havia! Ternura, onde
rudeza preponderava...
Ilumina-me Archimedes!
Traz a tua paz infinita
para o meu dia-a-dia,
para que eu possa ser
melhor do que já fui ontem
e amanhã, melhor
do que sou hoje!
Pois é, Archimedes... Essa chuva, esse mofo, esse bolor! Aos poucos, sem que se queira, tomam conta! Faz com que me dirija a você com pesadas contradições! Espero que, na próxima, a alma combine com o espírito de regozijo que sempre permeou nossa relação! Desculpe, hoje fui picado pelo mosquito da desventura!
Abraços
Boa noite!
Chove a cântaros! Não temos tido trégua nas últimas semanas e parece que não teremos nos próximos dias!
Ah! Archimedes... que a chuva não nos molhe os corações! Os corpos sim, mas os corações que se mantenham intatos, predispostos ao amor, sempre!
Aquele que, ao pequeno toque,
vê nos olhos dos pequenos,
a ternura que tivemos
e que quase não mantemos!
A busca, a incessante busca...
pelos meandros da mente,
que nos determina: pressa,
frenesi, procura!
Que não nos deixa relaxar,
que nos força ao ranger dos
dentes, a contração dos músculos para,
à noite, cansados, exaustos,
busquemos razões para
tanta fadiga!
A incapacidade de olhar
e "ver" e não, simplesmente,
passar os olhos sem entender
que a beleza, o encanto,
estão à nossa frente;
mas perdemos a limpidez
nos olhos que nos permitia
enxergar beleza onde apenas
caos havia! Ternura, onde
rudeza preponderava...
Ilumina-me Archimedes!
Traz a tua paz infinita
para o meu dia-a-dia,
para que eu possa ser
melhor do que já fui ontem
e amanhã, melhor
do que sou hoje!
Pois é, Archimedes... Essa chuva, esse mofo, esse bolor! Aos poucos, sem que se queira, tomam conta! Faz com que me dirija a você com pesadas contradições! Espero que, na próxima, a alma combine com o espírito de regozijo que sempre permeou nossa relação! Desculpe, hoje fui picado pelo mosquito da desventura!
Abraços
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Caro Archimedes...
boa noite
bom dia
boa tarde
Temos tido temporada de chuvas não usuais por aqui! Estranho! Olho para a Marliese, ambos olhamos para fora e vemos a água caindo:
"- Assim viraremos sapos", ela diz...
- É verdade", completo. E a conversa inconsequente perdura...
Por falar em sapos, sinto a falta deles. Quase não se vê mais a figura daqueles grandões, que se escondiam sob pedras. Dizem os entendidos que eles são muito frágeis; as alterações profundas pelas quais têm passado os seus "habitats" estão conduzindo-os ao extermínio.
Mas, voltando à chuva... Sempre quis saber, Archimedes, como é a coisa por aí, em termos de clima. Habituados que estamos com o que vemos por aqui, não conseguimos imaginar, depois de desencarnados, um lugar que não se assemelhe ao nosso! Pergunto-me:
" - Vou ao Archimedes e indagar se por lá chove, venta, esfria, faz calor". Será?
Ou será que tais questões deverão ser colocadas a Caronte quando do transporte para o outro lado...
Outra questão que tem me chamado a atenção, em razão da diversidade de cultos, todos com as suas peculiaridades e determinando que cada um de nós somente chegará aos céus, ao Éden, pelas regras de cada um...
"Será que o Paraíso é dividido em Departamentos especializados?"
Um, para os muçulmanos, talvez com aquelas virgens prometidas para os que se sacrificam, se imolam em guerras santas; outro para os católicos, talvez com querubins à porta, com mensagens celestiais e coros de boas vindas; outro, mais austero, para os protestantes.
Ou talvez, uma bela construção envidraçada, com espelhos mil - resultado dos milhões de doações - para os evangélicos...
Confraternizariam por lá os seguidores de cultos diferentes? E o Deus deles, seria o mesmo? Ou cada uma das religiões teria o seu!
Archimedes, você bem que poderia se comunicar comigo e me dizer algo a respeito! Inclusive me dizendo qual é o melhor caminho, qual o melhor Paraíso, de tantos prometidos!
Diga-me, dê-me uma pequena "dica", por menor que seja, para que já vá me preparando!
Abraços saudosos...
boa noite
bom dia
boa tarde
Temos tido temporada de chuvas não usuais por aqui! Estranho! Olho para a Marliese, ambos olhamos para fora e vemos a água caindo:
"- Assim viraremos sapos", ela diz...
- É verdade", completo. E a conversa inconsequente perdura...
Por falar em sapos, sinto a falta deles. Quase não se vê mais a figura daqueles grandões, que se escondiam sob pedras. Dizem os entendidos que eles são muito frágeis; as alterações profundas pelas quais têm passado os seus "habitats" estão conduzindo-os ao extermínio.
Mas, voltando à chuva... Sempre quis saber, Archimedes, como é a coisa por aí, em termos de clima. Habituados que estamos com o que vemos por aqui, não conseguimos imaginar, depois de desencarnados, um lugar que não se assemelhe ao nosso! Pergunto-me:
" - Vou ao Archimedes e indagar se por lá chove, venta, esfria, faz calor". Será?
Ou será que tais questões deverão ser colocadas a Caronte quando do transporte para o outro lado...
Outra questão que tem me chamado a atenção, em razão da diversidade de cultos, todos com as suas peculiaridades e determinando que cada um de nós somente chegará aos céus, ao Éden, pelas regras de cada um...
"Será que o Paraíso é dividido em Departamentos especializados?"
Um, para os muçulmanos, talvez com aquelas virgens prometidas para os que se sacrificam, se imolam em guerras santas; outro para os católicos, talvez com querubins à porta, com mensagens celestiais e coros de boas vindas; outro, mais austero, para os protestantes.
Ou talvez, uma bela construção envidraçada, com espelhos mil - resultado dos milhões de doações - para os evangélicos...
Confraternizariam por lá os seguidores de cultos diferentes? E o Deus deles, seria o mesmo? Ou cada uma das religiões teria o seu!
Archimedes, você bem que poderia se comunicar comigo e me dizer algo a respeito! Inclusive me dizendo qual é o melhor caminho, qual o melhor Paraíso, de tantos prometidos!
Diga-me, dê-me uma pequena "dica", por menor que seja, para que já vá me preparando!
Abraços saudosos...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Caro Archimedes...
boa noite
bom dia
boa tarde
Eis que, depois de tanto tempo (e ponha tempo nisso!) retornamos!
Preguiça, falta de vontade, quantos defeitos acumulados pelos anos fazem com que deixemos sempre para amanhã!
Eu ouvi os teus reclamos Archimedes!
Nas noites de chuva e vento, na minha janela, voltado para o negrume da noite, silencio absoluto, apenas com o som de Noturnos de Chopin, sonatas de Beethoven, Errol Garner e seu piano inconfudível, fiquei jogando minhas energias fora, sem vontade de até aqui vir e contar das minhas alegrias e das minhas angústias...
Alegrias, como o sorriso encantador do Felipe, netinho que veio trazer ternura aos meus dias. Lembro-me de que, quando juntos, não chegamos a discutir o prolongamento das gerações através dos netos. Estávamos ocupados por demais em curtir, gozar as delícias que os nossos tempos de irresponsabilidade consentida proporcionavam.
Tempos que me acorrem, sempre! Rementem-me para aquela diversão sadia, inconsequente até certo ponto, sem qualquer tempero de drogas e outros males!
Mas, como te disse lá em cima, ouvi os teus reclamos! Nas noites, nos dias de sono, em todos os momentos senti os teus reclamos pela minha ausência... Talvez porque, nesse período, deixei-me envolver pelas angústias, pelos temores, pelo sofrimento antecipado de coisas que não o poder de alterar, visto que aquilo que está feito, feito está!
Aquela sensação descrita por Kafka de se acordar metamorfoseado em inseto! Mas, ao abrir os olhos, a mão corre o corpo e vê que tudo está no lugar; a única coisa que não muda, como gostaríamos, é a cabeça, a mente. Dia-a-dia ela nos impele a comportamentos que tentamos mudar e não conseguimos! Falta-nos aquele indispensável interruptor...
Estarei aqui diuturnamente! Te darei aquilo que a verve conseguir produzir. Idéias não faltam! Vêm e povoam a minha cabeça; algumas anoto para desenvolver, outras se vão, como a areia da praia defronte à minha casa. Pois é, creio que não te disse: hoje moro defronte a praia. Não aquela com longo trecho de areia, mas um pouquinho só, e com o o fundo do mar com lodo, visto ser praia de baía, o que nos dá um certo desconforto quando se anda dentro d'água; porém, ainda assim praia, com aquela visão de piscina quando a água calma está, quando não temos vento...
Venta muito por aqui, mais do que o suportável em certas ocasiões.
Falarei mais disso e de outros que tais...
Me vou agora, Archimedes, ao som de um bolero "daqueles" que adorávamos dançar nas tardes dançantes e nos bailes dos sábados:
"Nosotros, que nos queremos tanto
Devemos separar-nos
No me pregunte mas....."
Boa noite!
boa noite
bom dia
boa tarde
Eis que, depois de tanto tempo (e ponha tempo nisso!) retornamos!
Preguiça, falta de vontade, quantos defeitos acumulados pelos anos fazem com que deixemos sempre para amanhã!
Eu ouvi os teus reclamos Archimedes!
Nas noites de chuva e vento, na minha janela, voltado para o negrume da noite, silencio absoluto, apenas com o som de Noturnos de Chopin, sonatas de Beethoven, Errol Garner e seu piano inconfudível, fiquei jogando minhas energias fora, sem vontade de até aqui vir e contar das minhas alegrias e das minhas angústias...
Alegrias, como o sorriso encantador do Felipe, netinho que veio trazer ternura aos meus dias. Lembro-me de que, quando juntos, não chegamos a discutir o prolongamento das gerações através dos netos. Estávamos ocupados por demais em curtir, gozar as delícias que os nossos tempos de irresponsabilidade consentida proporcionavam.
Tempos que me acorrem, sempre! Rementem-me para aquela diversão sadia, inconsequente até certo ponto, sem qualquer tempero de drogas e outros males!
Mas, como te disse lá em cima, ouvi os teus reclamos! Nas noites, nos dias de sono, em todos os momentos senti os teus reclamos pela minha ausência... Talvez porque, nesse período, deixei-me envolver pelas angústias, pelos temores, pelo sofrimento antecipado de coisas que não o poder de alterar, visto que aquilo que está feito, feito está!
Aquela sensação descrita por Kafka de se acordar metamorfoseado em inseto! Mas, ao abrir os olhos, a mão corre o corpo e vê que tudo está no lugar; a única coisa que não muda, como gostaríamos, é a cabeça, a mente. Dia-a-dia ela nos impele a comportamentos que tentamos mudar e não conseguimos! Falta-nos aquele indispensável interruptor...
Estarei aqui diuturnamente! Te darei aquilo que a verve conseguir produzir. Idéias não faltam! Vêm e povoam a minha cabeça; algumas anoto para desenvolver, outras se vão, como a areia da praia defronte à minha casa. Pois é, creio que não te disse: hoje moro defronte a praia. Não aquela com longo trecho de areia, mas um pouquinho só, e com o o fundo do mar com lodo, visto ser praia de baía, o que nos dá um certo desconforto quando se anda dentro d'água; porém, ainda assim praia, com aquela visão de piscina quando a água calma está, quando não temos vento...
Venta muito por aqui, mais do que o suportável em certas ocasiões.
Falarei mais disso e de outros que tais...
Me vou agora, Archimedes, ao som de um bolero "daqueles" que adorávamos dançar nas tardes dançantes e nos bailes dos sábados:
"Nosotros, que nos queremos tanto
Devemos separar-nos
No me pregunte mas....."
Boa noite!
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