Caro Archimedes...
Boa noite!
Chove a cântaros! Não temos tido trégua nas últimas semanas e parece que não teremos nos próximos dias!
Ah! Archimedes... que a chuva não nos molhe os corações! Os corpos sim, mas os corações que se mantenham intatos, predispostos ao amor, sempre!
Aquele que, ao pequeno toque,
vê nos olhos dos pequenos,
a ternura que tivemos
e que quase não mantemos!
A busca, a incessante busca...
pelos meandros da mente,
que nos determina: pressa,
frenesi, procura!
Que não nos deixa relaxar,
que nos força ao ranger dos
dentes, a contração dos músculos para,
à noite, cansados, exaustos,
busquemos razões para
tanta fadiga!
A incapacidade de olhar
e "ver" e não, simplesmente,
passar os olhos sem entender
que a beleza, o encanto,
estão à nossa frente;
mas perdemos a limpidez
nos olhos que nos permitia
enxergar beleza onde apenas
caos havia! Ternura, onde
rudeza preponderava...
Ilumina-me Archimedes!
Traz a tua paz infinita
para o meu dia-a-dia,
para que eu possa ser
melhor do que já fui ontem
e amanhã, melhor
do que sou hoje!
Pois é, Archimedes... Essa chuva, esse mofo, esse bolor! Aos poucos, sem que se queira, tomam conta! Faz com que me dirija a você com pesadas contradições! Espero que, na próxima, a alma combine com o espírito de regozijo que sempre permeou nossa relação! Desculpe, hoje fui picado pelo mosquito da desventura!
Abraços
sábado, 22 de novembro de 2008
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