quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Caro Archimedes...

Uma boa noite!

Por aqui, após longos dias de chuva estamos tendo períodos de tempo firme.
As pessoas estão começando a dificil tarefa de reconstrução, contando os prejuízos, passada a fase das lamentações.

Histórias de heroísmo, de dedicação voluntária pipocam de todos os lugares e envolvem um sem número de pessoas; anônimas e próximas daqueles que foram atingidos.

Contribuições chegam... O que demora é aquilo prometido pelos governos; ah! Archimedes, as dificuldades impostas pela burocracia! Imaginei, com a minha experiência de professor e de administrador em como seria fácil realizar as coisas se efetivamente interesse houvesse.

Como, por exemplo, um comitê de crise! Não uma "comissão", palavra que me dá engulhos ao lembrar que um camelo é um cavalo projetado por uma comissão! Mas um comitê, com no máximo 5 ou 6 pessoas dos Ministérios envolvidos, que funcionaria em Blumenau, por exemplo, e por lá ficaria o tempo necessária para que os recursos fossem viabilizados o mais rapidamente possível: 6 meses, 1 ano, 2 anos. O tempo que fosse preciso! "A decisão, tanto quanto possível, deve estar próxima do local da ação", martela a minha cabeça os ensinamentos de quando era Professor e que tanto tentei incutir nos alunos!

Será que há interesse verdadeiro em resolver, ou apenas "faturar" em cima das tragédias: obrigar Prefeitos e outros irem a Brasília para "rastejar" nos gabinetes e ante-salas dos Ministros.

Pois é Archimedes:

"Olhando para o breu da noite,
Sentindo a solidão entre presenças,
O isolamento dentro das multidões,
O "não sentir" quando todos
parecem sentir.

Sinto apenas o meu "eu";
saindo e entrando no meu corpo,
flutuando à minha frente,
como se nada mais existisse
além de "mim"! Além de mim e
da natureza que me cerca!

Sentindo, mais, que para imensas
frustrações, para estresses,
são necessárias pequenas desilusões.

E para grandes alegrias,
Será que precisamos de
pequenas satisfações?"

Boa noite Archimedes, A falta que sinto não se compara com aquilo que terei de prazer quando voltar a ti...

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