Boa noite!
Estive ausente... Dois dias em Curitiba tratando de assuntos pessoais. Aquela rotina que nos determina o que fazer, que nos dita os procedimentos...
Te negligenciei nesse período. Mas eis-me de retorno.
Um texto, para vc criticar, como início da nossa conversa desta noite!
"TEXTOS EXPARSOS
Esparsos, soltos, desconexos...
Olho para o teclado! Busco algo para te dizer.
As letras bailam em minha frente, fogem, escondem-se!
Não querem ser tocadas, concatenadas para a construção de frases para ti!
Ciumentas, desejam que eu as toque com sensual lascívia, como quem acaricia um seio, um glúteo!
Observo o número 8.... Ele se inverte, imitando os teus seios.... O que fazer com um “
Inverto o 3.... parece as tuas nádegas... estendo meus dedos.. toco-os gentilmente!
Sinto-os estremecer, como se vibrando estivessem com o toque!
Busco a tua boca nas demais letras... a vírgula circula, daqui pra lá, de lá pra cá... Ri de mim, da minha indecisão... Busco, reflito... aflito!
Ah! Desenha-se diante de mim os traços dos teus lábios sensuais: pego um dos parênteses e o mudo de posição: ei-los se oferecendo, me buscando!
Sinto que o teclado está a ponto de travar, de ciúmes.... Antes, vou à vírgula e a prendo: é a tua língua enroscada na minha! Beijo longo, animalesco... Não quero desgrudar! Sugo-a... forço-a ao meu contato frenético...
E teus olhos? Onde estão os teus olhos? Tantas opções: dois “os” com circunflexo sobre; dois “0”s com um traço de união (ou quem sabe um dos parênteses invertido)... sobreposto a ele...
Qual mais te agrada? Não importa a mim... Importa tão somente a imensa luz que deles emana e que me inunda com a tua presença!
Estranha compulsão! Em tudo que penso e faço vc está presente; espicaçando, animando, única! Presente em todos os momentos...
O que fazer?
Fpolis.... 007"
E então? o que achou? Algo dirigido a uma mulher, é óbvio (rs)... Lembra do que te disse das noites em aqui estou, contemplando o negror que me chega através da minha janela? Durante o dia há sempre o balé dos beija-flores que vêm sugar o néctar que lhes deixo; não só os beija-flores, mas também um pequeno pássaro de peitinho amarelo (dizem ser saíra); por ignorância chamo-s de "protótipos de bem-te-vi". São vorazes e estão habituados à minha presença. Às vezes sinto-os como que reclamando o líquido, quando terminado...
Mas, continuando, o texto sobre a mulher, descrevendo-a através da letras do teclado... Algo que sempre me passou pela mente: utilizar as teclas para descreve-las. Além de outras imagens, como a de um cego que utilizasse as mãos para "sentir" como seria o corpo de uma mulher. Um homem que nunca houvesse tocado uma; que não tivesse expectativa sobre!
As mãos deslizando pelo relevo do corpo; por onde começaria? pelos pés? Os pés já seria um caminho conhecido, por experiência própria. Segue, com cuidado e persistência pelos tornozelos, pelas coxas. Chega ao ponto central das coxas! Se uma mulher ao natural, sem cuidados depilatórios (rs), um imenso tufo de pelos a ser tocado, sentido. Cheirado, talvez? Quem sabe?
A comparação com o seu próprio corpo o levará a um sem número de indagações! Mas, o imenso histórico de sensações contidos em sua base universal de memória certamente o levará ás conclusões adequadas sobre o que está tocando. Não demorárá a chegar às conclusões apropriadas... Mas, sem os pelos, o que imaginaria o nosso explorador? Falha! Defeitos desconhecidos! Como a pesquisa se dá no campo físico, não há como saber o que o íntimo da explorada queria.
Mas, qual será o comportamento? Passará os dedos, rapidamente, envergonhados, trêmulos? Ou arriscará uma carícia, uma "bolina"? Não discutamos sobre essas questões de fôro intímo, não é? Passemos para a fase seguinte: o passeio pelas coxas... Subamos, mais, para a barriga, a cavidade do umbigo. Mais um pouco e chega aos seios!

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