Caro Archimedes...
Bom dia!
Te escrevo muma manhã ensolarada!
Calor infernal, nenhuma brisa.
O mar, defronte, tal qual piscina. Me remete aos rios com seus remansos tranquilos por onde andamos!
Faltam as libélulas flanando, o pio dos passaros escondidos na folhagem!
Hoje o Lucas faz um mês!
Polaquinho de cabelos dourados, rostinho que emociona só de se ver!
Cresce a olhos vistos!
Numa proxima carta te mando imagens dele...
Vc Certamente vai adorar!
Tempo de encantos estes... O Felipe passou dias conosco. Agora me curte, usa, abusa!
Faz a barba junto... Chega, de mansinho:
" - Vovô, quero fazer cocô." Lá vou eu, acompanhar! Baixar as calças, aguardar...
" - Cocozinho ou cocozão?"
" - Cocozão!"
Coloco a cabeça dele nas minhas pernas, apanho a duchinha e lavo. Ensaboo com carinho, enxáguo. Pronto!
E ainda tem as estórias, de vez em quando!
Voltarei logo...
Beijos saudosos!
Ah... uma digressão:
"Não te darei...
Não te darei mais que meu corpo,
Embora tu queiras minh’alma.
Não te darei mais que verdades,
Embora me mintas sempre.
Não te darei mais que um olhar,
Embora queiras meus olhos.
Não te darei mais que meus lábios
Embora queiras minha boca.
Não te darei mais que amor,
Embora queiras paixão.
Não te darei mais que momentos,
Embora queiras o sempre.
Não te darei mais que liberdade,
Embora queiras prisão.
Não te darei mais do que tenho,
Embora queiras tudo.
Não te darei mais do que uma ilha
Embora tu queiras o mundo.
Não andarei à tua frente,
Embora queiras ser guiada.
Não andarei atrás de ti,
Embora queiras guiar-me.
Ficarei do teu lado...
Serei apenas teu amigo."
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
LUCAS.... anjo em forma de estrela....

Caro Archimedes...
Boa noite!
Como sempre fiquei ausente por longo tempo...
Volto para te dizer que o Lucas já chegou!
Veja como:
Quando Lucas nasceu...
Quando Lucas nasceu,
Houve um clarão!
Abriu-se o céu,
Apartaram-se as nuvens...
Pelas mãos gentis
De Felipe e Leonardo
(que aqui já estavam),
Pela indicação Daquele
Que vem no Natal...
(e que havia pedido para esperar)
O caminho foi mostrado!
Desentranhou do útero,
Ajudado pelos primos...
Colocou o rosto para fora,
Sentiu o ar batendo em seu rosto:
Respirou, chorou pelo desconhecido!
Despediu-se com um sorriso
Dos acompanhantes...
Mãos ágeis e rápidas o ampararam
E o trouxeram para o convívio
Daqueles que de há muito o amavam:
A mãe, cortada, doída de corpo
E de alma pela expectativa...
Mas transfigurada pela alegria
De poder – não só sentir –
Mas ver a vida que transportava!
O pai, chorando, chorando, como
Ator secundário até aqui,
Mas principal doravante!
Sem saber como tomá-lo nos braços!
Quando Lucas nasceu...
Uma nova estrela
No céu se inscreveu!
É isso Archimedes...
Estamos em 2.010.
O meu, o nosso presente de Natal veio embalado em forma de gente, de arauto para melhores dias!
Abraços saudosos!
sábado, 28 de novembro de 2009
Archimedes...
HOJE RECEBI A VISITA DE DOIS ANJINHOS!
Anjos no céu, duendes na terra.
Vieram ter comigo após acordado, depois de ir ao banheiro, numa dessas noites abafadas, tão comuns por aqui Ao retornar para a cama fui surpreendido pela agradável presença dos dois anjinhos.
Não mais me deixaram dormir...
Já te falei deles: um o Felipe, há mais tempo conosco, sapeca, vibrante, expressividade nos olhos, o primeiro neto que me veio alegrar...
Outro o Leonardo, “Bolota”; falei dele por aqui, contando da sua chegada.
Hoje, um nenezinho tranqüilo, sereno:”garboso”, como diz o pai, inflado de orgulho!
Vieram, tiraram o meu sono
“- Vovô, vem mais um companheiro por aí, você já sabe.
- O Lucas vovô, quase chegando! Soubemos da sua preocupação..
“Ah! Pensei! O Lucas, filho da minha “bonequinha linda, de cabelos de ouro, lábios de rubi”, como no bolero.... e de um “Mamutão”...
“- Vai chegar no mês que vem, vovô”. Perto do Natal!!!!
“- Já conversamos com alguns reis, não só os três Magos, mas com todos que por aqui estão e com outros que não.”
- Por que?
- Ah! Vovô, ele vai receber tanto presente, tanto presente, que nem sabemos dizer! E, sabe de mais? Vai trazer presentes para todos: fé, esperança, alegria, satisfações sem conta!
- Os reis disseram que ele virá num dia lindo de verão, numa manhã sem calor, ou numa tarde quente, ou quem sabe numa noite estrelada, de lua cheia...
Quando chegar, se de noite for, as estrelas formarão um cortejo, o tempo irá parar por instantes, o senhor vai ver, vai sentir! Um cometa riscará o céu sem nuvens.
- Se durante o dia o ar ficará parado por instantes, o tempo cessará de correr, como por milagre: saudando o milagre da vida!
Virá num dia em que estaremos todos lá, esperando-o! Dizendo para que não se preocupe com o frio, com o lugar diferente de onde estava... Que o calorzinho constante da barriguinha da mãe será substituído pelo calorzão de todos que o aguardam com tanta ansiedade!
- Virá numa noite, ou no dia do Natal, quem sabe? Junto com Aquele que renasce a cada ano para sofrer por nós? Imagine, vovô: O Lucas chegando bem acompanhado! Talvez de mãos dadas com o Criador!
- Nós te diremos, vovô, se isso acontecer!
- Ele nos disse, de dentro da barriga, que não quer disputar o espaço Dele! Ah!, mas nós achamos que Ele vai traze-lo até nós! Vai retirar o Lucas do ventre da mãe, delicadamente e coloca-lo nos braços sequiosos dela:
“- Cuide bem deste presente: tem o nome de um dos meus seguidores; um daqueles que registrou a minha passagem”, dirá com aquele olhar manso e carinhoso...
- Falamos prá ele como são as coisas aqui: da tua casa, dos peixinhos, dos passarinhos, dos cachorros, das flores!
- Dissemos como deverá sugar o peito para tirar o leite que alimenta e que o fará crescer! Ainda com algum medo, vimos seus olhinhos brilharem!!!
- Dissemos do cantinho preparado, o berço ornamentado! Paciente e amoroso trabalho de uma vovó distante...
- Falamos da tua cara de bobo, de não saber o que fazer, como se comportar!
- Da cara de todos, daqui e de Pato Branco, onde certamente estará muitas vezes!
- E falamos que ele terá que nos ajudar, vovô: ajudar a tornar a existência de todos mais feliz, mais risonha.
- Ele sorriu, sabia? Com o jeito de quem já sabe que os bobões que o estão esperando não mais serão os mesmos depois que ele conosco estiver.
Os bobões serão aqueles que construirão um grande espaço de calor, todinho feito de amor...
- E dissemos muito mais: que ele também virá te acordar de vez em quando, chamará você, vovô, para preencher os vazios das noites insones com “Odes ao Lucas”...
- Nada conte para a mãe dele, vovô; nem para o pai, do que te dissemos!
- Ele fará uma surpresa: virá tranqüilo, sereno, sabendo que será um reizinho: acompanhado, circundado de uma porção de reis (e de rainhas) ao chegar: o Rei da Felicidade; o Rei da Esperança; o Rei da Solidariedade: a Rainha da Caridade: o Rei da Misericórdia; o Rei da Bem Aventurança... a Rainha dos Carinhos, o Rei das Brincadeiras!
- São tantos vovo, que acho que esquecemos de alguém...
- Apenas uma coisa está difícil, vovo: fazer com que ele seja “coxa-branca”! Há uma porção de chatos, tios traidores, amigdos idem torcendo contra; fazendo mandingas, distribuindo presentes antecipados, já pensou!
- Reaja vovô, nos ajude! Precisamos fazer uma blindagem contra tios e amigos rubro-negros que estão tentando comprometer a tradição alvi-verde da família!
- O lugar dele no nosso timinho já está reservado. Basta que ele escolha a posição! Uma camiseta verde e branca, um calção negro já estão providenciados! Acho que vamos dar o número 10 para ele...
- Agora volte a dormir. Voltaremos quando estiver mais perto da hora...
HOJE RECEBI A VISITA DE DOIS ANJINHOS!
Anjos no céu, duendes na terra.
Vieram ter comigo após acordado, depois de ir ao banheiro, numa dessas noites abafadas, tão comuns por aqui Ao retornar para a cama fui surpreendido pela agradável presença dos dois anjinhos.
Não mais me deixaram dormir...
Já te falei deles: um o Felipe, há mais tempo conosco, sapeca, vibrante, expressividade nos olhos, o primeiro neto que me veio alegrar...
Outro o Leonardo, “Bolota”; falei dele por aqui, contando da sua chegada.
Hoje, um nenezinho tranqüilo, sereno:”garboso”, como diz o pai, inflado de orgulho!
Vieram, tiraram o meu sono
“- Vovô, vem mais um companheiro por aí, você já sabe.
- O Lucas vovô, quase chegando! Soubemos da sua preocupação..
“Ah! Pensei! O Lucas, filho da minha “bonequinha linda, de cabelos de ouro, lábios de rubi”, como no bolero.... e de um “Mamutão”...
“- Vai chegar no mês que vem, vovô”. Perto do Natal!!!!
“- Já conversamos com alguns reis, não só os três Magos, mas com todos que por aqui estão e com outros que não.”
- Por que?
- Ah! Vovô, ele vai receber tanto presente, tanto presente, que nem sabemos dizer! E, sabe de mais? Vai trazer presentes para todos: fé, esperança, alegria, satisfações sem conta!
- Os reis disseram que ele virá num dia lindo de verão, numa manhã sem calor, ou numa tarde quente, ou quem sabe numa noite estrelada, de lua cheia...
Quando chegar, se de noite for, as estrelas formarão um cortejo, o tempo irá parar por instantes, o senhor vai ver, vai sentir! Um cometa riscará o céu sem nuvens.
- Se durante o dia o ar ficará parado por instantes, o tempo cessará de correr, como por milagre: saudando o milagre da vida!
Virá num dia em que estaremos todos lá, esperando-o! Dizendo para que não se preocupe com o frio, com o lugar diferente de onde estava... Que o calorzinho constante da barriguinha da mãe será substituído pelo calorzão de todos que o aguardam com tanta ansiedade!
- Virá numa noite, ou no dia do Natal, quem sabe? Junto com Aquele que renasce a cada ano para sofrer por nós? Imagine, vovô: O Lucas chegando bem acompanhado! Talvez de mãos dadas com o Criador!
- Nós te diremos, vovô, se isso acontecer!
- Ele nos disse, de dentro da barriga, que não quer disputar o espaço Dele! Ah!, mas nós achamos que Ele vai traze-lo até nós! Vai retirar o Lucas do ventre da mãe, delicadamente e coloca-lo nos braços sequiosos dela:
“- Cuide bem deste presente: tem o nome de um dos meus seguidores; um daqueles que registrou a minha passagem”, dirá com aquele olhar manso e carinhoso...
- Falamos prá ele como são as coisas aqui: da tua casa, dos peixinhos, dos passarinhos, dos cachorros, das flores!
- Dissemos como deverá sugar o peito para tirar o leite que alimenta e que o fará crescer! Ainda com algum medo, vimos seus olhinhos brilharem!!!
- Dissemos do cantinho preparado, o berço ornamentado! Paciente e amoroso trabalho de uma vovó distante...
- Falamos da tua cara de bobo, de não saber o que fazer, como se comportar!
- Da cara de todos, daqui e de Pato Branco, onde certamente estará muitas vezes!
- E falamos que ele terá que nos ajudar, vovô: ajudar a tornar a existência de todos mais feliz, mais risonha.
- Ele sorriu, sabia? Com o jeito de quem já sabe que os bobões que o estão esperando não mais serão os mesmos depois que ele conosco estiver.
Os bobões serão aqueles que construirão um grande espaço de calor, todinho feito de amor...
- E dissemos muito mais: que ele também virá te acordar de vez em quando, chamará você, vovô, para preencher os vazios das noites insones com “Odes ao Lucas”...
- Nada conte para a mãe dele, vovô; nem para o pai, do que te dissemos!
- Ele fará uma surpresa: virá tranqüilo, sereno, sabendo que será um reizinho: acompanhado, circundado de uma porção de reis (e de rainhas) ao chegar: o Rei da Felicidade; o Rei da Esperança; o Rei da Solidariedade: a Rainha da Caridade: o Rei da Misericórdia; o Rei da Bem Aventurança... a Rainha dos Carinhos, o Rei das Brincadeiras!
- São tantos vovo, que acho que esquecemos de alguém...
- Apenas uma coisa está difícil, vovo: fazer com que ele seja “coxa-branca”! Há uma porção de chatos, tios traidores, amigdos idem torcendo contra; fazendo mandingas, distribuindo presentes antecipados, já pensou!
- Reaja vovô, nos ajude! Precisamos fazer uma blindagem contra tios e amigos rubro-negros que estão tentando comprometer a tradição alvi-verde da família!
- O lugar dele no nosso timinho já está reservado. Basta que ele escolha a posição! Uma camiseta verde e branca, um calção negro já estão providenciados! Acho que vamos dar o número 10 para ele...
- Agora volte a dormir. Voltaremos quando estiver mais perto da hora...
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Caro Archimedes...
Boa tarde...
Na solidão da alcova do hotel, naquilo que - por que será? - de certa forma me atrai, para o que, muitas vezes, me encaminho com compulsão!
Hoje estava revendo um texto que havia me ocorrido ontem durante a noite, da Clarice Lispector, citado de memória, é claro:
"Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros seria eu".
Interessante, não é? AS fases de reflexão geralmente são estimuladas por coisas que fazemos por gosto, ao natural, quando o pensamento está longe das agruras, como por exemplo:
- lavar louça... Já se colocou fazendo isso? Enquanto as mãos ensaboam, limpam, enxaguam e se coloca para secar, as imagens, as frases, pequenos detalhes que inspiram correm pela mente. Preguiçoso não tenho tido o cuidado de correr ao bloco de notas e registrar para mais tarde!
É uma sensação de conforto e tanto!
- passear, só, retornando de algum compromisso... Fiz isso dia desses. Percorri a pé, em Curitiba, a Mal. Floriano, da Kennedy até o centro. Observei as casas com as suas frentes dando direto para a rua, sem recuo. Por tombadas, a maioria abandonadas. Por que será que sempre vejo uma relação simbiótica entre "tombamento oficial" e "desabamento"? Contei, Archimedes: apenas 3 casas recuperadas e com o seu encanto original.
Passei pelo antigo hotel Carioca, aquele que, eventualmente, podiamos frequentar... (por ser possivel ir a pé até lá).
Onde funcionava o antigo "Bamboliche", palco de uma das minhas maiores amarguras, que permaneceu inscrustrada e que até hoje ainda não consegui desencravar, por não ter podido te dizer da minha vergonha e da minha decepção comigo mesmo em relação a você.
A Praça Carlos Gomes... Sabia que na praça existe um pé daquilo que chamavamos de "ameixa do Japão"? Já juntei alguns ramos ali para comer, sob olhares curiosos...
Pois é Archimedes!
Às vezes imagino que gostariamos de permanecer sempre com tais sensações: sem compromissos, sem responsabilidades, inclusive para conosco...
Cheguei, entretanto, ao meu destino. O mundo de pressões e de imperiosas decisões retornou, mais determinante do que dantes.
Fui com a imagem do que disse Raul Bopp, quando vislumbrava a praça:
"Aqui é a escola das árvores. Estão aprendendo geometria".
Boa tarde Archimedes, meu amor por ti permanece, como se diz? "para além dos séculos"...
Boa tarde...
Na solidão da alcova do hotel, naquilo que - por que será? - de certa forma me atrai, para o que, muitas vezes, me encaminho com compulsão!
Hoje estava revendo um texto que havia me ocorrido ontem durante a noite, da Clarice Lispector, citado de memória, é claro:
"Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o outro dos outros: e o outro dos outros seria eu".
Interessante, não é? AS fases de reflexão geralmente são estimuladas por coisas que fazemos por gosto, ao natural, quando o pensamento está longe das agruras, como por exemplo:
- lavar louça... Já se colocou fazendo isso? Enquanto as mãos ensaboam, limpam, enxaguam e se coloca para secar, as imagens, as frases, pequenos detalhes que inspiram correm pela mente. Preguiçoso não tenho tido o cuidado de correr ao bloco de notas e registrar para mais tarde!
É uma sensação de conforto e tanto!
- passear, só, retornando de algum compromisso... Fiz isso dia desses. Percorri a pé, em Curitiba, a Mal. Floriano, da Kennedy até o centro. Observei as casas com as suas frentes dando direto para a rua, sem recuo. Por tombadas, a maioria abandonadas. Por que será que sempre vejo uma relação simbiótica entre "tombamento oficial" e "desabamento"? Contei, Archimedes: apenas 3 casas recuperadas e com o seu encanto original.
Passei pelo antigo hotel Carioca, aquele que, eventualmente, podiamos frequentar... (por ser possivel ir a pé até lá).
Onde funcionava o antigo "Bamboliche", palco de uma das minhas maiores amarguras, que permaneceu inscrustrada e que até hoje ainda não consegui desencravar, por não ter podido te dizer da minha vergonha e da minha decepção comigo mesmo em relação a você.
A Praça Carlos Gomes... Sabia que na praça existe um pé daquilo que chamavamos de "ameixa do Japão"? Já juntei alguns ramos ali para comer, sob olhares curiosos...
Pois é Archimedes!
Às vezes imagino que gostariamos de permanecer sempre com tais sensações: sem compromissos, sem responsabilidades, inclusive para conosco...
Cheguei, entretanto, ao meu destino. O mundo de pressões e de imperiosas decisões retornou, mais determinante do que dantes.
Fui com a imagem do que disse Raul Bopp, quando vislumbrava a praça:
"Aqui é a escola das árvores. Estão aprendendo geometria".
Boa tarde Archimedes, meu amor por ti permanece, como se diz? "para além dos séculos"...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Sevilha, sevilhanas, encantos
Caro Archimedes...
Boa noite!
Distante, hoje, a minha manifestação...
Claro que não em relação a você, que está em todos os lugares, em todos os desvãos da minha memória, nos cantos das lembranças mais profundas.
Como sempre, demorei. Hoje, porém, retornando a uma viagem feita no distante 1.992, por ocasião da Exposição Mundial que aqui aconteceu - em Sevilha - vi-me ainda, como sempre, contigo!
Ah! Archimedes! Naquele ano ainda estavas conosco, vibravas junto no mesmo diapasão; sulcavas os mesmos caminhos, as mesmas veredas, as esquinas, as mesas, os lugares encantados!
Retornamos a Sevilha, percebeste! Estamos refazendo a viagem de 1.992. Desta vez com outros olhos, outro ânimo, outra disposição! Sem os atropelos de uma excursão, suas pressões e decepções.
Hoje visitamos um lugar de encanto! Maravilhoso! "Jardins, Palácio de Alcazar". Magnificas instalações de arquitetura árabe: azulejos, salões amplos, construção leve: delicados arcos, arabescos. Uma magnificência de azulejos!
E, aquilo que mais nos encantou: os jardins! As construções de inspiração árabe singelas e simples, quase sempre abrem para um pátio onde a presença de uma fonte é imprescindível, por mais simples que seja!
Mais à frente, jardins que se espraiam por uma extensa área, com fontes as mais variadas! Você não imagina a sensação de paz que nos possuiu, Archimedes! E tudo isso vindo de algo inscrustrado no centro de uma cidade , como algo à parte,como se a cidade que vibra, que lá fora pulsa não existisse!(O complexo está cercado por muros altos). Apenas o som suave da água correndo das fontes, o tremular das ramadas movidas pelo vento, a alegre algazarra dos pássaros. O vai e vem silencioso de turistas que por ali circulam como se estivessem num tempo: respeitosos!
Lembrei-me de ti! Tua imagem me veio, sem que nada se forçasse: ao natural! Teus olhos vibrantes, teu rosto generoso, teus gestos amplos... Pareceu-me te-lo ao meu lado, caminhando, comentando as coisas que apreciavamos!
Maior então o sentimento de paz, de tranquilidade, de estar de bem consigo.
Retornamos depois de amanhã. Certamente reconfortados. Mais ainda com a felicidade de ter podido contigo estar, com a minha alma sintonizada com a tua.
Boa noite Archimedes! Certamente voltarei a te contar das coisas de Sevilha, dos seus becos, das suas belezas....
Até.....
Boa noite!
Distante, hoje, a minha manifestação...
Claro que não em relação a você, que está em todos os lugares, em todos os desvãos da minha memória, nos cantos das lembranças mais profundas.
Como sempre, demorei. Hoje, porém, retornando a uma viagem feita no distante 1.992, por ocasião da Exposição Mundial que aqui aconteceu - em Sevilha - vi-me ainda, como sempre, contigo!
Ah! Archimedes! Naquele ano ainda estavas conosco, vibravas junto no mesmo diapasão; sulcavas os mesmos caminhos, as mesmas veredas, as esquinas, as mesas, os lugares encantados!
Retornamos a Sevilha, percebeste! Estamos refazendo a viagem de 1.992. Desta vez com outros olhos, outro ânimo, outra disposição! Sem os atropelos de uma excursão, suas pressões e decepções.
Hoje visitamos um lugar de encanto! Maravilhoso! "Jardins, Palácio de Alcazar". Magnificas instalações de arquitetura árabe: azulejos, salões amplos, construção leve: delicados arcos, arabescos. Uma magnificência de azulejos!
E, aquilo que mais nos encantou: os jardins! As construções de inspiração árabe singelas e simples, quase sempre abrem para um pátio onde a presença de uma fonte é imprescindível, por mais simples que seja!
Mais à frente, jardins que se espraiam por uma extensa área, com fontes as mais variadas! Você não imagina a sensação de paz que nos possuiu, Archimedes! E tudo isso vindo de algo inscrustrado no centro de uma cidade , como algo à parte,como se a cidade que vibra, que lá fora pulsa não existisse!(O complexo está cercado por muros altos). Apenas o som suave da água correndo das fontes, o tremular das ramadas movidas pelo vento, a alegre algazarra dos pássaros. O vai e vem silencioso de turistas que por ali circulam como se estivessem num tempo: respeitosos!
Lembrei-me de ti! Tua imagem me veio, sem que nada se forçasse: ao natural! Teus olhos vibrantes, teu rosto generoso, teus gestos amplos... Pareceu-me te-lo ao meu lado, caminhando, comentando as coisas que apreciavamos!
Maior então o sentimento de paz, de tranquilidade, de estar de bem consigo.
Retornamos depois de amanhã. Certamente reconfortados. Mais ainda com a felicidade de ter podido contigo estar, com a minha alma sintonizada com a tua.
Boa noite Archimedes! Certamente voltarei a te contar das coisas de Sevilha, dos seus becos, das suas belezas....
Até.....
domingo, 27 de setembro de 2009
Archimedes...
Domingo modorrento, chuvoso...
Um dia "daqueles"...
Lembram tardes em que,
o pensamento, no
livre pensar, só pensar...
Vaga buscando a figura
da ninfa que das águas vem,
paira sobre elas,
tal libélula,
e se dirige ao probre
expectador, embevecido
pela beleza, pela candura...
Corpo mostrado por inteiro...
Sob finissima seda:
curvas, sinuosidades,
pontinhos sobre os seios,
segredos! Um terreno
a ser explorado, percorrido
como se perdido numa
encantada floresta...
Olhos brilhando,
vindo em minha direção,
cintilantes, cativantes:
nada por dizer!
O brilho deles tudo diz!
Procura-me, toma minhas mãos;
sinto-me eletrificado...
Sem poder falar, nada por dizer também:
apenas, extasiado, contemplo
a visão que se achega,
que se encosta...
Roça a minha face lívida:
um fugidio beijo!
Quando estendo meus braços
para enlaça-la,
abraço o vazio!!!
Foi-se.
Retomo minha atividade habitual,
sem saber se sonhei,
se tive uma premonição.
Domingo chato!
Domingo modorrento, chuvoso...
Um dia "daqueles"...
Lembram tardes em que,
o pensamento, no
livre pensar, só pensar...
Vaga buscando a figura
da ninfa que das águas vem,
paira sobre elas,
tal libélula,
e se dirige ao probre
expectador, embevecido
pela beleza, pela candura...
Corpo mostrado por inteiro...
Sob finissima seda:
curvas, sinuosidades,
pontinhos sobre os seios,
segredos! Um terreno
a ser explorado, percorrido
como se perdido numa
encantada floresta...
Olhos brilhando,
vindo em minha direção,
cintilantes, cativantes:
nada por dizer!
O brilho deles tudo diz!
Procura-me, toma minhas mãos;
sinto-me eletrificado...
Sem poder falar, nada por dizer também:
apenas, extasiado, contemplo
a visão que se achega,
que se encosta...
Roça a minha face lívida:
um fugidio beijo!
Quando estendo meus braços
para enlaça-la,
abraço o vazio!!!
Foi-se.
Retomo minha atividade habitual,
sem saber se sonhei,
se tive uma premonição.
Domingo chato!
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Boa noite Archimedes...
Chove, por aqui...
Chuva constante,
vento cortante...
Como a querer penetrar,
tentando encharcar
nossos corações!
Almas úmidas?
Túmidas?
Ah! retorno aos tempos de São Paulo, nas saídas às sextas, meia-noite!
Depois, a pensão próxima ao Mercado; rápido sono, um banho...
Noites no "Professorado", no "Badaró"...
Estou nostálgico Archimedes...
Pensando em musas antigas, distantes, imaginárias...
No romantismo sem causa, nas aspirações que foram vividas mil vezes...
Cometi algo, pensando nisso:
SENTIDOS, SENTIMENTOS....
Teus toques, teus sentidos
Tuas sensações...
Deslizam sobre mim, tal gotas de suor
Ou seria de lágrimas contidas
Por um antigo
Inesquecível amor?
Iniciado bem antes de nós,
Antes dos tempos,
Antes das ondas
Que batem na frente dos meus olhos.
Antes dos flores
Que os alegram
Dos pássaros que os encantam!
Teus lábios abertos
Dirigidos aos meus;
Teus braços estendidos
Em mim enlaçados,
Teu sexo, úmido
Ao meu ligado
Qual umbilical cordão,
Como querendo eterno ser,
Permanente, presente, a
Me lembrar da sensação,
do calor
Que sinto ao penetra-lo
com meu falo hirto
Nas tuas profundezas
Nas quais a minha língua,
Após sentir a tua,
Já se fez presente.
Tudo isso após
Uma simples visita
Pela escancarada janela:
Um olhar medroso,
Pungente, escancarado,
De puro desejo!"
Os passos ainda firmes são; a mente aberta, o corpo pulsante, a alma sempre ativa...
Alma, quem diria que a cultivariamos até aqui?
Tanto quanto nas noites das discussões intermináveis?
Archimedes, tua luz se espalha, espraia-se... Certamente hoje será melhor do que ontem e o amanhã melhor do que hoje...
TE vejo por aí...
Um beijo...
Chove, por aqui...
Chuva constante,
vento cortante...
Como a querer penetrar,
tentando encharcar
nossos corações!
Almas úmidas?
Túmidas?
Ah! retorno aos tempos de São Paulo, nas saídas às sextas, meia-noite!
Depois, a pensão próxima ao Mercado; rápido sono, um banho...
Noites no "Professorado", no "Badaró"...
Estou nostálgico Archimedes...
Pensando em musas antigas, distantes, imaginárias...
No romantismo sem causa, nas aspirações que foram vividas mil vezes...
Cometi algo, pensando nisso:
SENTIDOS, SENTIMENTOS....
Teus toques, teus sentidos
Tuas sensações...
Deslizam sobre mim, tal gotas de suor
Ou seria de lágrimas contidas
Por um antigo
Inesquecível amor?
Iniciado bem antes de nós,
Antes dos tempos,
Antes das ondas
Que batem na frente dos meus olhos.
Antes dos flores
Que os alegram
Dos pássaros que os encantam!
Teus lábios abertos
Dirigidos aos meus;
Teus braços estendidos
Em mim enlaçados,
Teu sexo, úmido
Ao meu ligado
Qual umbilical cordão,
Como querendo eterno ser,
Permanente, presente, a
Me lembrar da sensação,
do calor
Que sinto ao penetra-lo
com meu falo hirto
Nas tuas profundezas
Nas quais a minha língua,
Após sentir a tua,
Já se fez presente.
Tudo isso após
Uma simples visita
Pela escancarada janela:
Um olhar medroso,
Pungente, escancarado,
De puro desejo!"
Os passos ainda firmes são; a mente aberta, o corpo pulsante, a alma sempre ativa...
Alma, quem diria que a cultivariamos até aqui?
Tanto quanto nas noites das discussões intermináveis?
Archimedes, tua luz se espalha, espraia-se... Certamente hoje será melhor do que ontem e o amanhã melhor do que hoje...
TE vejo por aí...
Um beijo...
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