Caro Archimedes...
Boa noite!
Chove a cântaros! Não temos tido trégua nas últimas semanas e parece que não teremos nos próximos dias!
Ah! Archimedes... que a chuva não nos molhe os corações! Os corpos sim, mas os corações que se mantenham intatos, predispostos ao amor, sempre!
Aquele que, ao pequeno toque,
vê nos olhos dos pequenos,
a ternura que tivemos
e que quase não mantemos!
A busca, a incessante busca...
pelos meandros da mente,
que nos determina: pressa,
frenesi, procura!
Que não nos deixa relaxar,
que nos força ao ranger dos
dentes, a contração dos músculos para,
à noite, cansados, exaustos,
busquemos razões para
tanta fadiga!
A incapacidade de olhar
e "ver" e não, simplesmente,
passar os olhos sem entender
que a beleza, o encanto,
estão à nossa frente;
mas perdemos a limpidez
nos olhos que nos permitia
enxergar beleza onde apenas
caos havia! Ternura, onde
rudeza preponderava...
Ilumina-me Archimedes!
Traz a tua paz infinita
para o meu dia-a-dia,
para que eu possa ser
melhor do que já fui ontem
e amanhã, melhor
do que sou hoje!
Pois é, Archimedes... Essa chuva, esse mofo, esse bolor! Aos poucos, sem que se queira, tomam conta! Faz com que me dirija a você com pesadas contradições! Espero que, na próxima, a alma combine com o espírito de regozijo que sempre permeou nossa relação! Desculpe, hoje fui picado pelo mosquito da desventura!
Abraços
sábado, 22 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Caro Archimedes...
boa noite
bom dia
boa tarde
Temos tido temporada de chuvas não usuais por aqui! Estranho! Olho para a Marliese, ambos olhamos para fora e vemos a água caindo:
"- Assim viraremos sapos", ela diz...
- É verdade", completo. E a conversa inconsequente perdura...
Por falar em sapos, sinto a falta deles. Quase não se vê mais a figura daqueles grandões, que se escondiam sob pedras. Dizem os entendidos que eles são muito frágeis; as alterações profundas pelas quais têm passado os seus "habitats" estão conduzindo-os ao extermínio.
Mas, voltando à chuva... Sempre quis saber, Archimedes, como é a coisa por aí, em termos de clima. Habituados que estamos com o que vemos por aqui, não conseguimos imaginar, depois de desencarnados, um lugar que não se assemelhe ao nosso! Pergunto-me:
" - Vou ao Archimedes e indagar se por lá chove, venta, esfria, faz calor". Será?
Ou será que tais questões deverão ser colocadas a Caronte quando do transporte para o outro lado...
Outra questão que tem me chamado a atenção, em razão da diversidade de cultos, todos com as suas peculiaridades e determinando que cada um de nós somente chegará aos céus, ao Éden, pelas regras de cada um...
"Será que o Paraíso é dividido em Departamentos especializados?"
Um, para os muçulmanos, talvez com aquelas virgens prometidas para os que se sacrificam, se imolam em guerras santas; outro para os católicos, talvez com querubins à porta, com mensagens celestiais e coros de boas vindas; outro, mais austero, para os protestantes.
Ou talvez, uma bela construção envidraçada, com espelhos mil - resultado dos milhões de doações - para os evangélicos...
Confraternizariam por lá os seguidores de cultos diferentes? E o Deus deles, seria o mesmo? Ou cada uma das religiões teria o seu!
Archimedes, você bem que poderia se comunicar comigo e me dizer algo a respeito! Inclusive me dizendo qual é o melhor caminho, qual o melhor Paraíso, de tantos prometidos!
Diga-me, dê-me uma pequena "dica", por menor que seja, para que já vá me preparando!
Abraços saudosos...
boa noite
bom dia
boa tarde
Temos tido temporada de chuvas não usuais por aqui! Estranho! Olho para a Marliese, ambos olhamos para fora e vemos a água caindo:
"- Assim viraremos sapos", ela diz...
- É verdade", completo. E a conversa inconsequente perdura...
Por falar em sapos, sinto a falta deles. Quase não se vê mais a figura daqueles grandões, que se escondiam sob pedras. Dizem os entendidos que eles são muito frágeis; as alterações profundas pelas quais têm passado os seus "habitats" estão conduzindo-os ao extermínio.
Mas, voltando à chuva... Sempre quis saber, Archimedes, como é a coisa por aí, em termos de clima. Habituados que estamos com o que vemos por aqui, não conseguimos imaginar, depois de desencarnados, um lugar que não se assemelhe ao nosso! Pergunto-me:
" - Vou ao Archimedes e indagar se por lá chove, venta, esfria, faz calor". Será?
Ou será que tais questões deverão ser colocadas a Caronte quando do transporte para o outro lado...
Outra questão que tem me chamado a atenção, em razão da diversidade de cultos, todos com as suas peculiaridades e determinando que cada um de nós somente chegará aos céus, ao Éden, pelas regras de cada um...
"Será que o Paraíso é dividido em Departamentos especializados?"
Um, para os muçulmanos, talvez com aquelas virgens prometidas para os que se sacrificam, se imolam em guerras santas; outro para os católicos, talvez com querubins à porta, com mensagens celestiais e coros de boas vindas; outro, mais austero, para os protestantes.
Ou talvez, uma bela construção envidraçada, com espelhos mil - resultado dos milhões de doações - para os evangélicos...
Confraternizariam por lá os seguidores de cultos diferentes? E o Deus deles, seria o mesmo? Ou cada uma das religiões teria o seu!
Archimedes, você bem que poderia se comunicar comigo e me dizer algo a respeito! Inclusive me dizendo qual é o melhor caminho, qual o melhor Paraíso, de tantos prometidos!
Diga-me, dê-me uma pequena "dica", por menor que seja, para que já vá me preparando!
Abraços saudosos...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Caro Archimedes...
boa noite
bom dia
boa tarde
Eis que, depois de tanto tempo (e ponha tempo nisso!) retornamos!
Preguiça, falta de vontade, quantos defeitos acumulados pelos anos fazem com que deixemos sempre para amanhã!
Eu ouvi os teus reclamos Archimedes!
Nas noites de chuva e vento, na minha janela, voltado para o negrume da noite, silencio absoluto, apenas com o som de Noturnos de Chopin, sonatas de Beethoven, Errol Garner e seu piano inconfudível, fiquei jogando minhas energias fora, sem vontade de até aqui vir e contar das minhas alegrias e das minhas angústias...
Alegrias, como o sorriso encantador do Felipe, netinho que veio trazer ternura aos meus dias. Lembro-me de que, quando juntos, não chegamos a discutir o prolongamento das gerações através dos netos. Estávamos ocupados por demais em curtir, gozar as delícias que os nossos tempos de irresponsabilidade consentida proporcionavam.
Tempos que me acorrem, sempre! Rementem-me para aquela diversão sadia, inconsequente até certo ponto, sem qualquer tempero de drogas e outros males!
Mas, como te disse lá em cima, ouvi os teus reclamos! Nas noites, nos dias de sono, em todos os momentos senti os teus reclamos pela minha ausência... Talvez porque, nesse período, deixei-me envolver pelas angústias, pelos temores, pelo sofrimento antecipado de coisas que não o poder de alterar, visto que aquilo que está feito, feito está!
Aquela sensação descrita por Kafka de se acordar metamorfoseado em inseto! Mas, ao abrir os olhos, a mão corre o corpo e vê que tudo está no lugar; a única coisa que não muda, como gostaríamos, é a cabeça, a mente. Dia-a-dia ela nos impele a comportamentos que tentamos mudar e não conseguimos! Falta-nos aquele indispensável interruptor...
Estarei aqui diuturnamente! Te darei aquilo que a verve conseguir produzir. Idéias não faltam! Vêm e povoam a minha cabeça; algumas anoto para desenvolver, outras se vão, como a areia da praia defronte à minha casa. Pois é, creio que não te disse: hoje moro defronte a praia. Não aquela com longo trecho de areia, mas um pouquinho só, e com o o fundo do mar com lodo, visto ser praia de baía, o que nos dá um certo desconforto quando se anda dentro d'água; porém, ainda assim praia, com aquela visão de piscina quando a água calma está, quando não temos vento...
Venta muito por aqui, mais do que o suportável em certas ocasiões.
Falarei mais disso e de outros que tais...
Me vou agora, Archimedes, ao som de um bolero "daqueles" que adorávamos dançar nas tardes dançantes e nos bailes dos sábados:
"Nosotros, que nos queremos tanto
Devemos separar-nos
No me pregunte mas....."
Boa noite!
boa noite
bom dia
boa tarde
Eis que, depois de tanto tempo (e ponha tempo nisso!) retornamos!
Preguiça, falta de vontade, quantos defeitos acumulados pelos anos fazem com que deixemos sempre para amanhã!
Eu ouvi os teus reclamos Archimedes!
Nas noites de chuva e vento, na minha janela, voltado para o negrume da noite, silencio absoluto, apenas com o som de Noturnos de Chopin, sonatas de Beethoven, Errol Garner e seu piano inconfudível, fiquei jogando minhas energias fora, sem vontade de até aqui vir e contar das minhas alegrias e das minhas angústias...
Alegrias, como o sorriso encantador do Felipe, netinho que veio trazer ternura aos meus dias. Lembro-me de que, quando juntos, não chegamos a discutir o prolongamento das gerações através dos netos. Estávamos ocupados por demais em curtir, gozar as delícias que os nossos tempos de irresponsabilidade consentida proporcionavam.
Tempos que me acorrem, sempre! Rementem-me para aquela diversão sadia, inconsequente até certo ponto, sem qualquer tempero de drogas e outros males!
Mas, como te disse lá em cima, ouvi os teus reclamos! Nas noites, nos dias de sono, em todos os momentos senti os teus reclamos pela minha ausência... Talvez porque, nesse período, deixei-me envolver pelas angústias, pelos temores, pelo sofrimento antecipado de coisas que não o poder de alterar, visto que aquilo que está feito, feito está!
Aquela sensação descrita por Kafka de se acordar metamorfoseado em inseto! Mas, ao abrir os olhos, a mão corre o corpo e vê que tudo está no lugar; a única coisa que não muda, como gostaríamos, é a cabeça, a mente. Dia-a-dia ela nos impele a comportamentos que tentamos mudar e não conseguimos! Falta-nos aquele indispensável interruptor...
Estarei aqui diuturnamente! Te darei aquilo que a verve conseguir produzir. Idéias não faltam! Vêm e povoam a minha cabeça; algumas anoto para desenvolver, outras se vão, como a areia da praia defronte à minha casa. Pois é, creio que não te disse: hoje moro defronte a praia. Não aquela com longo trecho de areia, mas um pouquinho só, e com o o fundo do mar com lodo, visto ser praia de baía, o que nos dá um certo desconforto quando se anda dentro d'água; porém, ainda assim praia, com aquela visão de piscina quando a água calma está, quando não temos vento...
Venta muito por aqui, mais do que o suportável em certas ocasiões.
Falarei mais disso e de outros que tais...
Me vou agora, Archimedes, ao som de um bolero "daqueles" que adorávamos dançar nas tardes dançantes e nos bailes dos sábados:
"Nosotros, que nos queremos tanto
Devemos separar-nos
No me pregunte mas....."
Boa noite!
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