quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Caro Archimedes...

Hoje, "naqueles dias".
Ruminando sobre questões que teimam em retornar, quando gostaríamos que permanecessem por "lá", que não viessem nos assustar.

Veja:












          VOLTAREI A FALAR DISSO...
          BEM COMO FALAREMOS DA COPA DO MUNDO POR AQUI, COM AS COISAS PROMETIDAS E O QUE ESTÃO SENDO FEITAS...

          SAUDADES, TANTAS!!!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"ÓI NÓIS AQUI TRÁ VEIS"

ARCHIMEDES....


Tempo faz,
tanto tempo!

Te deixei em busca de facilidades da tecnologia e com elas
me enrasquei.

Arrependido, retorno!


Nesse tempo todo várias coisas aconteceram!
Dois novos netinhos!

O que você ali em cima, recém nascido, o Gabriel
o pai orgulhoso e um avô outro tanto.

Além dele, o Henrique, que completou 6 meses ontem.
Logo, logo te apresentarei outro "garbosão"!

Os demais cresceram, exigem, participam! 
Tanto fizeram que retornamos.
Deixamos a ilha da Magia e aqui estamos: pisando por becos conhecidos, andando por ruas acostumadas aos nossos passos.

Um novo período, uma nova fase!
Manterei o contato.
Te direi do que fiz,
do que quero fazer,
do que ainda posso fazer!

Voltarei!


Sem revogar a Lei do Bom Senso,
mas com todo o senso!

Beijos

domingo, 25 de março de 2012

 

 Caro Archimedes...

Boa tarde!

 

Quanto tempo longe de ti, ao menos por aqui.

Estive contigo na Primavera do ano passado, contando das minhas andanças. No retorno fiquem na expectativa de um novo local, mais amplo, iluminado quem sabe, para te contatar, para de dizer das minhas coisas, das minhas desesperanças, das alegrias, dos tempos presentes e dos que privamos....

Como deixa-lo?Não é possível. Estás sempre por aqui, do meu lado, nos meus sonhos, nas minhas divagações!

Quanto vou a Curitiba tenho-o comigo nas esquinas, nas praças, nos bares, nas calçadas... Nas "nossas" ruas, locais únicos.

Na última vez, contigo ausente, socorri-me do Boiko. Inundei-me na alegria dele! Aquela alegria única: a imensidão da sua vontade de viver! De sair todos os dias, de curtir a noite! De cantar e de dançar de, pura e simplesmente, VIVER!

 Diz, quem de direito, que o novo local, depois de passada a Primavera, o Verão e chegado o outono estará, finalmente, pronto!

A me esperar, a te esperar, a nos esperar!

Onde as produções, os devaneios serão postados para serem, inclusive, baixados por quem goste, aprecie! E comentados, por que não?

Os devaneios, ah! os devaneios... As coisas que por dentro estão e para mais dentro vão. Algo que me remete a um livro... Um cujo título nunca mais me abandonou:

"POR QUE NÃO POSSO TE  DIZER QUEM SOU?"


Reminiscências tantas, vagares, buscas... Introspecção. Sabes do que falo, do que digo, do que sinto!

Perdoe-me - já se tornou rotina te pedir perdão - mais uma vez a longa ausência. Estou tão somente esperando, tanto quanto você, que tenhamos o novo local!

Voltaremos, como sempre!

 Beijos

 

 



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Boas tardes....
Archimedes, de tantas e tantas jornadas!

Te escrevo no dia das crianças, em mais uma tarde de Primavera!
Belos dias primaveris temos tido...
Tenho tido a alma leve com a resposta das minhas roseiras, as mudinhas feitas com carinho, afagadas, observadas, reagindo, oferecendo-se!


Estão em nova casa, transplantadas que foram! Resistem, buscando acomodação após o sofrimento causado pela mudança!
Afinal, qual filho aprecia deixar o calor da terra-mãe, útero, bolsa quentinha, proteção contra tudo e contra todos?


Mas a grande surpresa, o que chamou a atenção, que encantou, causou indagações mil não estava lá fora, mas dentro!
Veio sem ser convidada, sem ser cuidada! Apenas pelo esforço, pela necessidade de vida, de sobrevivência!

Veja as imagens!
O que pretende a trepadeirazinha desconhecida, que veio sem ser convidada e que faz de tudo para sobreviver?


Não parecem estar no ar à procura - desesperada - de um ponto de apoio, de uma salvaguarda, de um porto seguro?
Como uma alma, tal qual aranha, trepadeira, que larga seus fios ao acaso.... e que no acaso busca encontrar um apoio sólido para construir, firmar....


Veio-me à mente o que disse um poeta:


"WALT WHITMAN

    Silenciosa aranha paciente – notei como
Em pequeno promontório estava ela isolada,
    Notei como explorava o vasto vazio que a circundava:
Ia jogando, fio, fio, fio
    Tirados dela mesma, soltando-os sempre mais,
Incansável, fazendo-os correr sempre.
     E você, ó minha alma, onde é que está cercada,
Separada, em desmedidos oceanos do espaço,
     Ininterruptamente ponderando, arriscando, jogando,
Em busca de esferas para ligá-las até que
     Esteja construída a ponte de que irás necessitar,
Até que esteja segura a âncora dúctil,
     Até que o fio de teia que lanças
Prenda-se em algum lugar, ó minha alma!"

Ah! Archimedes...

Nas noites tranquilas, nas noites tenebrosas quando me debruço sobre o teclado e olho para o breu defronte minha janela sinto minh'alma se desprendendo e indo em busca de um ponto, de um promontório....

Ao longe o mar... Dificil não ouvi-lo na imensidão da  noite, na escuridão que se descortina...

Até pareço perceber Caronte, no cais oculto, barco pronto para singrar o lago da travessia...
Será como o mar? o mar que se descortina diuturnamente à minha frente, nos dias como o de hoje, sem vento, em que parece uma piscina?

Ou como nas noites calmas...
Aquelas em que flanamos nas asas da imaginação, sem preocupações outras que não a de flanar, tão somente?

Bem, o tempo está fechando...
O dia parece que irá terminar com chuva. 
Hoje só, sem as crianças...
Mas com elas na lembrança!










 









Até...
Um beijo!
 
 




sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Caro Archimedes...

Quanto tempo, não é?
O vagabundo aqui esteve vagbundeando, te negligenciando.
Sem explicações, sem justificativas outras que não o que foi dito acima...

Retorno hoje ao convívio depois de ter sido por ti intimado em sonhos...
Entendi o recado!

E retorno num dia especial: a chegada da Primavera!

Ah! a Primavera!   Me remete para as minhas flores, minhas roseiras. Tal qual uma bela mulher elas foram mimadas durante todo o Inverno!

Acariciadas, afagadas.... Às vezes com carinho, outras tantas com lascívia, com luxúria!
Amantes ora recatadas, ora animalescas, agora reagem, reacendem o que se ocultou na estação do frio: brotos lindos, sensuais, filhos do amor com a terra e um macho atento e prestimoso!

Respondem com carinho, não reclamam, não questionam!
Abrem-se como se fossem lábios tantos, vários, na espera de beijos que podemos corresponder apenas com os nossos dois!


 Daí ser remetido a pensar nos que não conseguem ver o encanto e a beleza que a Natureza, no caso estampada nas rosas, proporciona, sem nada cobrar é um passo!

Curitiba está sorrindo nas flores dos milhares de ipês que enfeitam ruas e residências! Existe espetáculo mais belo do que as pétalas das flores acolchoando o asfalto áspero das ruas, ou o calçamento inerte das calçadas?

                                     Alguns vêm nos ipês sujeira e trabalho! Vassouras a plena carga para limpar o terreno invadido pelas flores! Outros tentam simplificar com o corte puro e simples das árvores...
                                   Daí vou ao Livro Maior, que comparou o homem feliz a uma árvore plantada próximo a um ribeiro de águas...

                                   Alberto Caieiro concordou:

                                  " Sejamos simples e calmos
                                   como os regatos e as árvores,
                                   e Deus amar-nos-á fazendo
                                   de nós belos como as árvores e os regatos..."

                                   O amor de Deus, ao que parece, será tanto mais intenso em relação a nós quando formos como as árvores?

 
                                   Veja: até os canarinhos se reunem para comer placidamente e discutir sobre os encantos das flores e da Primaver!

                                   Beijos caro Archimedes...

                                   Volto breve!

terça-feira, 12 de julho de 2011

MAR PORTUGUÊS


BOA NOITE ARCHIMEDES...

Te escrevo no meio de uma noite sem sono... Coisa dificil de me acontecer confesso!
Acordei com o versos de Fernando Pessoa na cabeça:




                "Ó mar salgado, quanto do teu sal
                são lágrimas de Portugal
                Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
                quantos filhos em vão rezaram!
                Quantas noivas ficam por casar
                 para que fosses nosso, ó mar!

                 Valeu a pena? Tudo vale a pena
                 se a alma não é pequena.
                Quem quer passar além do Bojador
                 tem de passar além da dor.
                Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
                mas é nele que espelhou o céu."




Estou com as imagens da última viagem, onde cruzei com o poeta em seu solo...
Certamente nostálgico!
Te escrevo em meio à recuperação da cirurgia que havia te falado. Ela me impedirá, por um tempo, de me alimentar como dantes. Mas o impedimento da alimentação não tem cerceado o da imaginação.
Permanecem, com os versos do poeta, as imagens do mar de Portugal, das cidades, do clima de lugares tantos, de histórias tantas, de sentimentos vários!

Imagine estar em MALTA, pensando, sentindo tudo o que se passou na ocasião da instalação do ponto de passagem dos cruzados! Templários, igrejas seculares, a Cruz de Malta!


As calçadas, as ruas, as muralhas... Certamente guardam os vestígios da passagem de tantos aventureiros que pensavem em libertar a Terra Santa...

Cá no século XXI, filosofando, penso comigo:

"Libertar do que? de quem?
Do jugo de outros que,
por vontade própria,
por sentimentos vários,
professam credo diferente?


Afinal, Deus não é um ente,
que semeia, que espalha,
apenas o Amor?
como se matar em seu nome?
Como subjugar, impor algo que,
seu Filho, entre nós se imolou,
apenas pelo Amor?

Olho ao meu redor...
Quantos "cruzados" pululam
à nossa volta!
Armados ciberneticamente buscam
nossas almas e o que temos de
mais puro, de mais singelo...
Desde que com as suas regras,
de conformidade com aquilo
que dizem ser determinação
do "seu" Deus...

Mas, me pergunto, do alto
da minha insignificância:
Ele não é um só?

Modernos cruzados que devem seguir ao pé da letra o que disse Nietzche(in "Acima do Bem e do Mal":

                  HOJE UM COGNOSCENTE PODERIA SENTIR-SE
                  FACILMENTE COMO A ENCARNAÇÃO DE DEUS!" =

Tenebroso, Archimedes... Mas assim gira a calha da roda. Antes se impunha pelo fio da espada, hoje pelo livre convencimento através dos meios de comunicação. Instantâneos por sinal! Não há mais a necessidade de se impor pela força: as pessoas, procurando o paraíso por aqui se submetem a tantos deuses!  Cada um mais completo, mais generoso, mais magnânimo do que o outro!

O "meu" é sempre melhor do que o teu! Venha para o meu templo, siga as minhas regras, contribua para o engrandecimento da "minha" igreja e feliz você será. 

Voltarei, caro Archimedes! Com o céu estrelado a olhar por nós, o firmamento todo nos obsrvando!


Beijos saudosos...



quinta-feira, 30 de junho de 2011

A LONGA AUSÊNCIA....

CARO ARCHIMEDES....

Desta vez exagerei.... Fiquei ausente por longo tempo. Um pouco com justificativas, mas na maior parte por preguiça, desinteresse, sei lá.

Tenho algumas novidades: primeiro uma viagem com a Marliese, um cruzeiro... Lisboa - Veneza, com passagens por Cartagena, Gibraltar,
pela Ilha de Malta, Split na Croácia e, finalmente, Veneza!!!
Quantas vezes nos imaginamos fazendo isso, lembra?

As coisas mudaram, é claro e com elas nós também. A viagem, porém, foi marcada por problemas de saúde. Em 1997, quando tirei férias e você estava com os problemas conhecidos, viajamos para o Reino Unido.... Eu estava com aqueles problemas de estômago de sempre... O que só foi corrigido com cirurgia.


Infelizmente, antes da  viagem os sintomas voltaram. Optei por refazer a cirurgia depois, na volta. Mas, curti, como não poderia deixar de ser! Sentiu, pelas fotos, não é?

Ah... o mar. Lembra-me, além do Fernando Pessoa, Cecília Meirelles:

"Muitas velas, muitos remos,
Âncora é outro falar...
Tempo que navegaremos não se pode calcular.
Vimos as Plêiades; vemos agora a Estrela Polar.
Muitas velas, muitos remos.
Curta vida. Longo mar."

Assim, entre uma indisposição e outra pudemos apreciar coisas que nos causam inveja, a nós brasileiros, como:
A beleza de Cartagena: o navio praticamente "entra" dentro da cidade! Uma região portuária limpa, sem bares, "muquifos", bordéis... Poucos metros de cais e se está na cidade de Cervantes!
Uma rua principal em mármore, sem prédios, sem automóveis, em mármore, acredita? Já desgastado pelo tempo, por tantos passos, por tantas pessoas que foram daqui para lá e de lá para cá...

Aqui em Florianópolis - malgrado uma ilha ser - estamos de costas para o mar: todas as iniciativas de favorecer o turismo via transatlânticos resultaram infrutiferas, principalmente pela dificuldade na obtenção de licenças ambientais. Não temos cais adequados para recebe-los, quem diria! 

Em Cartagena respira-se limpeza, cultura, saber.... Ah! Archimesdes: a visão do navio adentrando o porto, o mar tranquilo, tudo conduz à paz, ao reencontro consigo!

Hoje fico por aqui, mas amanhã continuamos.

Te deixo por aqui, já com saudades e com a visão dos meus tesouros...

Boa noite!