segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Caro Archimedes...

Creio que por aqui estarei com mais frequência!

Há tanta coisa pra te dizer, pra continuar com o desnudamento....

Por exemplo:



                                   "O GRANDE MISTÉRIO


            Enfim, atendendo a pedidos, rogos, súplicas, promessas, ameaças, desejos de longa data, finalmente o “Grande Mistério” decidiu vir.

            Como uma sombra, uma nuvem bruxuleante no começo da manhã cálida foi tomando todos os espaços...

            Primeiro os campos, as matas, os lagos, os rios: uma sombra que tudo cobria e acabava, terna e metodicamente, com toda a vida animal por onde passava, seres que eram cobertos pela sombra.

            Em cada canto, em cada lugar, em cada desvão a sombra apagava a luz rapidamente! Animais sentindo o desenlace começaram a fugir em desespero! Mas em vão. Onde quer que fossem, mais cedo ou mais tarde, a sombra, o Grande Mistério chegaria e a todos cobriria.

            Sem sofrimentos outros, sem ganidos, gemidos, sem nenhum sinal. Apenas se iriam, plácida e tranquilamente. Corpos que até serem cobertos pela sombra vibravam, com seus fluídos correndo celeremente, de uma hora para outra paravam no tempo, plasmados deixavam de vibrar, paravam de viver pura e simplesmente! Paravam...

            Começaram a aparecer os sinais de vida humana, gente.

            Alguns na rua, andando, outros em veículos, entretidos com suas coisas do dia-a-dia. Talvez nem se lembrassem mais de quanto tinham pedido, chorado, rogado, prometido pela vinda do Grande Mistério.

            E por não saberem como era, porque ninguém havia conseguido chegar a ele não deram conta da sua chegada!

            A sombra, o Grande Mistério, cobria a todos por igual.
            Retirando a luz, implantou o final da existência de cada um, também sem sofrimentos, sem percepção do que acontecia. Simplesmente eliminando a claridade externa que os cobria e, por extensão, liberando as almas que animavam invólucros que se movimentavam e que se movimentariam até que a luz interior se fosse...

            O Grande Misterio abreviou, antecipou...

            Silenciosa e solenemente adentrou em cada canto das residências, das alcovas, tudo cobrindo e recolhendo as vidas que ali repousavam.

            Crianças, velhos, jovens, adultos...
            Animais domésticos, insetos.
            Cobertos pela sombra, iam...

            Pediam, rogavam por Paz. Eis a Paz do Grande Misterio.

            Veio contrariando os livros, os profetas, sem “choro e ranger de dentes”.

            Apenas atendeu aos pedidos: Veio..."


            Pois então.... "VEIO!"...

            Beijos Archimedes (como vc sempre quis: com "ch")

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