segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Caro Archimedes!!!!!!

Uma boa e bela noite...

Retornamos mais rápido desta vez, para te dizer das coisas do final de semana.
Dia dos pais...
Você sabe que não sou muito ligado nessas datas pré-determinadas, principalmente quando determinadas por um comercialismo exacerbado. Não fora por isso e teria passado desapercebida... 
Se bem que, para mim, assim foi. Retornei de Curitiba no domingo e fiquei repousando placidamente, como convém a um já vetusto senhor (rs)...

Mas o final de semana foi fantástico, por vários motivos;
Primeiro o aniversário da Marliese. Uma tarde de sexta-feira de recolhimento, de exclusividades, de reencontros carinhosos, lembranças...
Qualquer dia desses te conto com detalhes....

Depois a festa de batizado da figurinha:


O Lucas foi batizado! Numa cerimônia simples, singela, alegre! Como sempre devem ser as coisas que dizem respeito a crianças... Um padre amigo da família que casou os pais do Pai e que batizou-o... Que casou-o com a minha filha... Que a todos coloca a vontade, fazendo da cerimônia um ato de puro amor, de confraternização!!!
Saiu-se bem a figurinha" Comportou-se não chorou, um pequeno Buda, cheio de sorrisos
 e de alegrias.

                 Depois as confraternizações, as festas. Pena que o Alexandre, mulher e o Bolota longe estivessem, em Londres. Mas voltarao, é claro e todos juntos poderão confraternizar...
Espero te-los todos comigo, logo, logo!
Afinal, alguém tem que desencaminhá-los, não acha? E em conjunto será bem melhor...

 

Nós, os avós, como os os pais, também construimos ninhos para
os nossos netinhos... Mas a ocupação não é permanente!
Lá ficam eles, os ninhos, solitários, abandonados, aparentemente... Mas, sempre quentinhos, com o calor que os corações dos avós proporcionam, à espera deles. E eis que um dia eles chegam, tímidos a principio, depois confiantes, como toda criança é, quando identificam um ninho especialmente preparados para elas..
E os ninhos dos avós têm uma configuração diferente, porque preparados para incursões rapidas, para pequenos pousos!
 Lá ficam, inertes, com as lembrancinhas de sempre: pequeninas penas deixadas quando da última visita; uma parede riscada pelo lápis de cera, ou de cor... Uma porção de brinquedos espalhados, aguardando novos manuseios... E nós ali, com as lembranças sempre presentes ns inúmeras fotos espalhadas pela casa, como a dizer: "Estamos aqui, não se preocupem: VOLTAREMOS"....

 E, quando voltarem e não mais estivermos para recebe-los, lembrarei de conversar com Caronte sobre as palavras do poeta Vergilio:

" Não há lugar para a morte; sempre vivos, os seres retornam todos aos céus, em esferas de luz."



 
 
 Bem... os tesouros aí estão... Voltarei para falar deles e de outras coisas que estou escrevendo, cometendo, em ti pensando em em tantas pessoas.
 Como você sabe, algumas têm a paciência de ler aquilo que aqui se escreve... Já pensou? Uma correspondência entre um sonhador, romântico, recolhido em si com um filósofo "bon vivant" que teve a alegria sempre presente como marca!!!!!!!
Tua lembrança me remete a algo dito por um sujeito chamado Francis Picabia:  

 "Após nossa morte, deveriam nos meter numa bola: essa bola  
seria de madeira e de várias cores. Rolariam a bola para
nos conduzir ao cemitério, e os papa-defuntos
encarregados dessa tarefa usariam luvas transparentes
para despertar nos amantes a lembrança das carícias..."

Voltarei com o sol da manhã,
Com a beleza do sol se pondo
Com o meu coração voltado para ti,
Minh'alma ligada à tua....
Quando contemplar o mar
aqui defronte, te verei!
Tua silhueta desenhada
pelas tintas do eterno,
pelas mãos do Criador,
contra os montes estampada!


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