Como sempre em falta contigo...
Recolhido a outras atividades, curtindo os netos, lendo...
Leituras de Rubem Alves, "en passant". Anotando frases, sublinhando, sentindo, se deliciando!
Como, por exemplo, citando Bachelard:
"....as grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa.
Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama
sabe disso.
É precisamente na ausência que a proximidade é maior."
E como! Ausencia de tudo que te desorienta, que te distrai. Como a questão de andar sozinho, com todos os sentidos em alerta para perceber que existe uma ave conhecida pousada num galho de árvore; um marulhar diferente do dia anterior... O mar límpido, tal qual piscina, pela ausência de vento. O suave farfalhar das folhas quando este chega!
Como isso seria possível se estivessemos em grupo, concentrados num ecercício por obrigação?
Quanta coisa por se dizer, por se sentir.
Falando em sentir... A melancolia veio-me assim, assim, sem ser chamada. Fui a um texto cometido há algum tempo:
V – Sentido da Vida
Olhando para o breu da noite,
Sentindo a solidão entre presenças,
O isolamento dentro das multidões,
O "não sentir" quando todos
parecem sentir.
Sinto apenas o meu "eu";
saindo e entrando no meu corpo,
flutuando à minha frente,
como se nada mais existisse
além de "mim"! Além de mim e
da natureza que me cerca!
Sentindo, mais, que para imensas
frustrações, para estresses,
são necessárias pequenas desilusões.
E para grandes alegrias,
Será que precisamos de
pequenas satisfações?"
Será?
Voltarei Arquimedes, voltarei!
Beijos saudosos!

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