Archimedes, boa tarde!
HOJE ESTAVA REVENDO CERTOS ESCRITOS...
ALGUMAS COISAS QUE APRECIO, OUTRAS NEM TANTO.
UMA DAS QUE APRECIO, QUE QUERIA DIVIDIR CONTIGO...
NINFAS
Hoje, quando conversamos sobre a tua vinda, estava observando o
mar, silencioso pela ausência de vento, com o perfil de montanhas recortado no horizon-
te: negras figuras esculpidas por mágicas mãos, para o encanto daqueles que ainda se
apaixonam, que vivenciam simples paisagens.
Uma gaivota cruza o azul do céu, debruça-se sobre as águas
calmas agita um pequeno espaço... O resto parece observar, sem se importar com tão
simplória movimentação.
Observo mais atentamente, enquanto penso em ti, distante absor-
ta no teu dia-a-dia. Há um rompante, uma imagem súbita, diferente: vc se desgruda da
terra, do local onde está..., esvoaça qual a gaivota que acaba de me chamar a atenção,
cruza os ares, desce a serra graciosamente, circula aqueles montes que tanto admiramos
e paira por um momento nos picos que prendem a minha atenção.
Transmuta-se, retorna à tua forma habitual e, tal qual uma ninfa
desliza pelas águas serenas, lenta e decididamente, em minha direção. Chega à praia e
bate os braços, como se asas fossem e pousa do meu lado
- Como está o meu amor? Sentiu a minha falta? Alguma surpresa
para mim?
Beijo-a, enlaço tua cintura e entramos. A normalidade retornou

Nenhum comentário:
Postar um comentário