quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010


Archimedes, boa tarde!

HOJE ESTAVA REVENDO CERTOS ESCRITOS...

ALGUMAS COISAS QUE APRECIO, OUTRAS NEM TANTO.
UMA DAS QUE APRECIO, QUE QUERIA DIVIDIR CONTIGO...


NINFAS








Hoje, quando conversamos sobre a tua vinda, estava observando o

mar, silencioso pela ausência de vento, com o perfil de montanhas recortado no horizon-

te: negras figuras esculpidas por mágicas mãos, para o encanto daqueles que ainda se

apaixonam, que vivenciam simples paisagens.

Uma gaivota cruza o azul do céu, debruça-se sobre as águas

calmas agita um pequeno espaço... O resto parece observar, sem se importar com tão

simplória movimentação.



Observo mais atentamente, enquanto penso em ti, distante absor-

ta no teu dia-a-dia. Há um rompante, uma imagem súbita, diferente: vc se desgruda da

terra, do local onde está..., esvoaça qual a gaivota que acaba de me chamar a atenção,

cruza os ares, desce a serra graciosamente, circula aqueles montes que tanto admiramos

e paira por um momento nos picos que prendem a minha atenção.

Transmuta-se, retorna à tua forma habitual e, tal qual uma ninfa

desliza pelas águas serenas, lenta e decididamente, em minha direção. Chega à praia e

bate os braços, como se asas fossem e pousa do meu lado


- Como está o meu amor? Sentiu a minha falta? Alguma surpresa

para mim?
Beijo-a, enlaço tua cintura e entramos. A normalidade retornou

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