sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Caro Archimedes...

Quanto tempo, não é?
O vagabundo aqui esteve vagbundeando, te negligenciando.
Sem explicações, sem justificativas outras que não o que foi dito acima...

Retorno hoje ao convívio depois de ter sido por ti intimado em sonhos...
Entendi o recado!

E retorno num dia especial: a chegada da Primavera!

Ah! a Primavera!   Me remete para as minhas flores, minhas roseiras. Tal qual uma bela mulher elas foram mimadas durante todo o Inverno!

Acariciadas, afagadas.... Às vezes com carinho, outras tantas com lascívia, com luxúria!
Amantes ora recatadas, ora animalescas, agora reagem, reacendem o que se ocultou na estação do frio: brotos lindos, sensuais, filhos do amor com a terra e um macho atento e prestimoso!

Respondem com carinho, não reclamam, não questionam!
Abrem-se como se fossem lábios tantos, vários, na espera de beijos que podemos corresponder apenas com os nossos dois!


 Daí ser remetido a pensar nos que não conseguem ver o encanto e a beleza que a Natureza, no caso estampada nas rosas, proporciona, sem nada cobrar é um passo!

Curitiba está sorrindo nas flores dos milhares de ipês que enfeitam ruas e residências! Existe espetáculo mais belo do que as pétalas das flores acolchoando o asfalto áspero das ruas, ou o calçamento inerte das calçadas?

                                     Alguns vêm nos ipês sujeira e trabalho! Vassouras a plena carga para limpar o terreno invadido pelas flores! Outros tentam simplificar com o corte puro e simples das árvores...
                                   Daí vou ao Livro Maior, que comparou o homem feliz a uma árvore plantada próximo a um ribeiro de águas...

                                   Alberto Caieiro concordou:

                                  " Sejamos simples e calmos
                                   como os regatos e as árvores,
                                   e Deus amar-nos-á fazendo
                                   de nós belos como as árvores e os regatos..."

                                   O amor de Deus, ao que parece, será tanto mais intenso em relação a nós quando formos como as árvores?

 
                                   Veja: até os canarinhos se reunem para comer placidamente e discutir sobre os encantos das flores e da Primaver!

                                   Beijos caro Archimedes...

                                   Volto breve!