quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Caro Archimedes...

Bom dia!

Te escrevo muma manhã ensolarada!
Calor infernal, nenhuma brisa.
O mar, defronte, tal qual piscina. Me remete aos rios com seus remansos tranquilos por onde andamos!
Faltam as libélulas flanando, o pio dos passaros escondidos na folhagem!

Hoje o Lucas faz um mês!
Polaquinho de cabelos dourados, rostinho que emociona só de se ver!
Cresce a olhos vistos!

Numa proxima carta te mando imagens dele...
Vc Certamente vai adorar!

Tempo de encantos estes... O Felipe passou dias conosco. Agora me curte, usa, abusa!
Faz a barba junto... Chega, de mansinho:
" - Vovô, quero fazer cocô." Lá vou eu, acompanhar! Baixar as calças, aguardar...
" - Cocozinho ou cocozão?"
" - Cocozão!"

Coloco a cabeça dele nas minhas pernas, apanho a duchinha e lavo. Ensaboo com carinho, enxáguo. Pronto!

E ainda tem as estórias, de vez em quando!

Voltarei logo...

Beijos saudosos!

Ah... uma digressão:


"Não te darei...


Não te darei mais que meu corpo,
Embora tu queiras minh’alma.

Não te darei mais que verdades,
Embora me mintas sempre.

Não te darei mais que um olhar,
Embora queiras meus olhos.

Não te darei mais que meus lábios
Embora queiras minha boca.

Não te darei mais que amor,
Embora queiras paixão.

Não te darei mais que momentos,
Embora queiras o sempre.

Não te darei mais que liberdade,
Embora queiras prisão.

Não te darei mais do que tenho,
Embora queiras tudo.

Não te darei mais do que uma ilha
Embora tu queiras o mundo.


Não andarei à tua frente,
Embora queiras ser guiada.

Não andarei atrás de ti,
Embora queiras guiar-me.

Ficarei do teu lado...
Serei apenas teu amigo."

domingo, 3 de janeiro de 2010

LUCAS.... anjo em forma de estrela....


Caro Archimedes...

Boa noite!

Como sempre fiquei ausente por longo tempo...
Volto para te dizer que o Lucas já chegou!

Veja como:

Quando Lucas nasceu...


Quando Lucas nasceu,
Houve um clarão!
Abriu-se o céu,
Apartaram-se as nuvens...

Pelas mãos gentis
De Felipe e Leonardo
(que aqui já estavam),
Pela indicação Daquele
Que vem no Natal...
(e que havia pedido para esperar)
O caminho foi mostrado!

Desentranhou do útero,
Ajudado pelos primos...
Colocou o rosto para fora,
Sentiu o ar batendo em seu rosto:
Respirou, chorou pelo desconhecido!

Despediu-se com um sorriso
Dos acompanhantes...
Mãos ágeis e rápidas o ampararam
E o trouxeram para o convívio
Daqueles que de há muito o amavam:
A mãe, cortada, doída de corpo
E de alma pela expectativa...
Mas transfigurada pela alegria
De poder – não só sentir –
Mas ver a vida que transportava!

O pai, chorando, chorando, como
Ator secundário até aqui,
Mas principal doravante!
Sem saber como tomá-lo nos braços!

Quando Lucas nasceu...
Uma nova estrela
No céu se inscreveu!

É isso Archimedes...
Estamos em 2.010.
O meu, o nosso presente de Natal veio embalado em forma de gente, de arauto para melhores dias!

Abraços saudosos!